No
texto, Lula afirmou que os bombardeios realizados por forças norte-americanas e
a captura do presidente venezuelano em 3 de janeiro representam “mais um
capítulo lamentável da contínua erosão do direito internacional e da ordem
multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial”. Para o
presidente, o uso da força por grandes potências sem respaldo claro de
organismos multilaterais como a Organização das Nações Unidas (ONU) compromete
a paz, a segurança e a estabilidade no cenário global.
“Quando o uso da força para resolver disputas deixa de
ser exceção e passa a ser regra, a paz, a segurança e a estabilidade globais
ficam ameaçadas”,
escreveu Lula, ressaltando que a aplicação seletiva das normas internacionais
fragiliza todo o sistema multilateral.
O
presidente também apontou que, apesar de chefes de Estado poderem ser
responsabilizados por violar direitos ou atacar a democracia, não é legítimo
que um Estado se arroje o direito de fazer justiça sozinho, advertindo que
ações unilaterais podem desorganizar o comércio, aumentar fluxos migratórios e
enfraquecer a capacidade dos países de enfrentar desafios transnacionais como o
crime organizado.
Lula destacou ainda que a Venezuela e os povos da América Latina têm o direito de conduzir seus próprios processos políticos de forma inclusiva, sem interferências externas, e reafirmou a intenção do Brasil de trabalhar para proteger a fronteira de mais de 1.300 km e aprofundar a cooperação bilateral com o país vizinho.
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