A máxima atribuída ao imperador romano Júlio César atravessou séculos não por acaso. Ela sintetiza, com precisão quase cirúrgica, um princípio fundamental da vida pública: a confiança não nasce apenas da legalidade dos atos, mas também da forma como eles são comunicados, explicados e apresentados à sociedade.
Na
administração pública contemporânea, onde a informação circula em velocidade
vertiginosa e as redes sociais amplificam dúvidas, ruídos e versões, o
desalinhamento entre discurso e prática é terreno fértil para a desconfiança.
Quando o governo age corretamente, mas demora a explicar — ou explica mal —
abre espaço para questionamentos que poderiam ser evitados.
A recente polêmica em Arcoverde sobre a posse do terreno onde será construído o BIESP é um exemplo didático desse fenômeno. Independentemente da legalidade do ato, o silêncio inicial e a falta de uma resposta rápida, preventiva e documental criaram um ambiente propício à dúvida. E, uma vez instalada, a desconfiança ganha vida própria.
O
texto legal é claro, objetivo e detalhado. Define não apenas a doação, mas
também as medidas e confrontações do terreno, deixando evidente que a área
destinada ao terminal contempla não só a edificação, mas todo o espaço físico
ao seu redor, incluindo vias que foram sendo abertas e estruturadas ao longo
dos anos — algo facilmente verificável, inclusive, por imagens de satélite (Google Maps).
Ainda
assim, a ausência de uma comunicação ágil e transparente por parte da
secretaria diretamente envolvida no caso, especialmente diante da necessidade
sensível de retirada de ocupantes da área, fez com que a prefeitura se tornasse
alvo de críticas nas redes sociais. As respostas oficiais só vieram depois
e, mesmo assim, sem a apresentação imediata de documentos ou dados técnicos
capazes de encerrar o debate.
O
problema, portanto, não foi jurídico. Foi comunicacional. E comunicação, na política, não é detalhe — é parte essencial da gestão.
Volta-se,
então, à lição de César: na vida pública, estar certo não basta. É preciso
parecer certo. Ser honesto não é suficiente; é necessário demonstrar
honestidade de forma clara, acessível e antecipada. Governos que compreendem
isso reduzem ruídos, fortalecem a credibilidade e preservam aquilo que mais
importa: a confiança da sociedade.
GIRO DE NOTÍCIAS:
Capacitação - A Secretaria da Mulher de Arcoverde está com inscrições
abertas para o Curso de Capacitação em Apoio de Segurança para Mulheres. São 20
vagas para mulheres, a partir de 18 anos, que tenham interesse de trabalhar na
área de segurança de eventos. O curso será nos dias 22 e 23 de janeiro, das 9h
às 11h, e as inscrições devem ser feitas no instagram da Secretaria da Mulher @arcoverdemulheres.
Cultura -
O Coco Raízes de Arcoverde realiza no próximo dia 23 de janeiro, a partir das
19h, o primeiro ensaio aberto do ano. O evento acontece na sede do grupo, na
Mário Napoleão, no Alto do Cruzeiro, com as apresentações de Negadeza (Olinda)
& grupo Rala Coco (Olinda), Orquestra Maktub (Arcoverde) e Maracatu Batuque
do Sertão (Arcoverde).
Caruaru -
A Prefeitura de Caruaru divulgou a programação oficial do Pré-Carnaval
Multicultural 2026. A festa será realizada nos dias 6 e 7 de fevereiro e
contará com mais de 50 atrações distribuídas em cinco polos fixos, além de um
circuito itinerante com apresentações em trios elétricos pelas ruas do Centro. A
abertura acontece na sexta-feira (6), com shows concentrados no Polo Carlos
Fernando, montado na Estação Ferroviária. Na grade tem nomes como André Rio,
Benil, Ed Carlos, Xanddy Harmonia, entre outros.
Venturosa - A Prefeitura de Venturosa chamou, os aprovados não quiseram vir e assumir e então o prefeito Kelvin Cavalcanti (PSD) assinou vários decretos de “desistências tácitas” de candidatos aprovados em concurso público para várias funções e cargos. As principais desistências são de aprovados para Agente de Combate às Endemias, Auxiliar de Serviços Administrativos, Assistente Social e Recepcionista. Com a decisão, os concursados que estão na lista de espera agora poderão ser chamados.
FRASE DO DIA
“As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras” (Friedrich Nietzsche)





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