Na nota, os estudantes
afirmam que o benefício era tratado como um direito garantido, e não como uma
simples bolsa, e alegam que a retirada ocorreu sem aviso prévio. "Muitos
alunos trabalham com carteira assinada, sustentam famílias e agora estão em
risco de desistir da graduação por não conseguirem pagar", destaca
o documento, que tem circulado nas redes sociais e grupos de WhatsApp.
Segundo a direção da AESA, a
lei aprovada pela Câmara de Vereadores de Arcoverde que instituiu o Programa
Bolsa Desconto, iniciativa legislativa da vereadora Célia Almeida (Pode),
durante a gestão da então prefeita Madalena Britto (PSB), há exatos oito (8)
anos, define que os descontos de 50% eram garantidos para alunos do 2º ao 7º
período dos cursos de Letras, Geografia, História e Educação Física
(licenciatura). No parágrafo 1º do item II do Art. 2ª da lei é definido que ”Não
poderão participar deste programa, estudantes que estejam cursando o último
período regular dos referidos cursos”. A lei não estaria sendo cumprida.
Outro problema identificado
pela atual direção da AESA, é que vários alunos beneficiados com essa “Bolsa
Desconto” também eram contemplados pelo PROUPE – Programa Universidade para
Todos, um tipo de bolsa concedida pelo Governo do Estado. O nó agora que se
apresenta é que se esses alunos tinham suas mensalidades pagas pelo PROUPE, porque
ainda pagavam pelo menos 50% das mensalidades?
A situação causou
mobilização entre os jovens, que reivindicam o direito ao desconto, já que o
mesmo vinha sendo feito mesmo contrário a lei como afirma agora a autarquia. Eles
cobram uma posição do prefeito do município, Zeca Cavalcanti (Pode).
O objetivo do programa “Bolsa
Desconto”, quando do seu lançamento, era evitar o fechamento de cursos
ameaçados pela baixa demanda. “Nosso objetivo é garantir a existência
desses cursos, que já estavam ameaçados de extinção, e preservar uma história
de mais de 45 anos da faculdade de Arcoverde”, declarou a presidente da
Câmara, vereadora Célia Almeida, na época, lembrando que cursos como o de
Geografia tinha apenas 3 alunos. A medida na época foi acertada e salvou os cursos de serem extintos na autarquia
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