O evento, que marca o encerramento oficial do ciclo junino no município, consagrou o domingo como um dia de devoção e orgulho sertanejo. Desde o mês de abril, Petrolina foi palco de uma extensa programação festiva que movimentou não só a economia local, mas também os afetos e a valorização da cultura nordestina. E foi com a benção dos céus e a força da terra que a cidade deu seu adeus simbólico aos festejos juninos de 2025.
Logo nas primeiras horas da
manhã, a cidade foi tomada por uma imagem que enche os olhos de emoção: centenas
de vaqueiros e vaqueiras – jovens, adultos e idosos – montados em seus cavalos,
com o gibão de couro no peito e o chapéu protegendo o rosto queimado de sol, tomaram
as ruas de Petrolina em cortejo, renovando a tradição e reafirmando seus laços
com a terra e a fé.
Ao lado da vaqueirama
estavam o prefeito Simão Durando (UB), o vice-prefeito Ricardo Coelho e o
ex-prefeito Miguel Coelho, todos reforçando a importância da valorização
cultural e da memória do povo sertanejo. Após um café da manhã com forró pé de
serra no Restaurante Popular, os vaqueiros se concentraram nas imediações do
Estádio Paulo Coelho e de lá seguiram em cavalgada até a Orla da cidade.
A Missa do Vaqueiro
aconteceu às margens do Rio São Francisco, símbolo da vida e da resistência
sertaneja. A cerimônia foi presidida pelo padre José Guimarães e teve momentos
de profunda espiritualidade. Entre rezas, cantos e lágrimas, o público
acompanhou o Terço dos Homens da Cohab Massangano, as vozes dos aboiadores Edvaldo
e Jocélio Vaqueiro, a emoção de Zezinho do Violão e a musicalidade do Quinteto
Violado, que entoou clássicos como a Ave Maria Sertaneja e a Oração de São
Francisco.
Comovido, o prefeito Simão
Durando falou da importância da celebração para a cidade:
“Essa é uma das
festas mais emocionantes da nossa cidade. A Missa do Vaqueiro celebra mais de
oito décadas de tradição e representa a fé de um povo que nunca deixa de
agradecer. É uma homenagem justa aos homens e mulheres do campo, que ajudaram a
construir o que somos hoje. Encerramos com chave de ouro um ciclo junino de
muito sucesso, com a bênção de Deus e a força da nossa cultura.”
A Missa do Vaqueiro vai além
de uma manifestação religiosa. Ela é um ritual de pertencimento e um lembrete
de que a força do sertanejo não está apenas na lida do campo, mas também no
orgulho de preservar suas raízes. Moradores e turistas que acompanharam o
cortejo e a missa, muitos emocionados, reconheceram no gesto dos vaqueiros um
ato de resistência cultural.
Petrolina, mais uma vez, reafirmou sua vocação de cidade que sabe unir modernidade e tradição — e mostrou que o sertão não apenas tem futuro, como o constrói todos os dias sobre os pilares do trabalho, da fé e da cultura.
👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:


Nenhum comentário:
Postar um comentário