Após
o afastamento do prefeito Bruno Pereira (PTB) - de São Lourenço da Mata, na
Região Metropolitana do Recife, bem como dos secretários de saúde e finanças,
além de quatro servidores, a gestão convocou nesta sexta-feira (29) um coletiva
para esclarecer alguns pontos investigados pela operação Tupinambá. Durante
a coletiva, o prefeito foi acompanhado do senador Armando Monteiro Neto (PTB).
De
acordo com o Bruno Pereira, as acusações são inverídicas. “Estou na
tranquilidade de quem não fez nada de errado”. Durante a coletiva, o gestor
afirmou ainda estar sendo vítima de um golpe. No entanto, questionado sobre
quem seria o grupo ou pessoa responsável o gestor se evadiu. Disse apenas que
“as denúncias são de cunho político e que serão esclarecidas posteriormente”.
Sobre
a alegação de sucessivas negativas diante dos pedidos de informação feitos
pelos órgãos TCE e MPE, o controlador do município, José Felipe, afirmou que,
através de determinação do prefeito, “a controladoria do município diligenciou
todos os ofícios para que fossem protocolados e entregues, e posterior a
resposta ainda foi protocolado um ofício questionando os entes sobre a
existência de pendências quanto a respostas sobre os processos”. José Felipe
informou que o setor jurídico da gestão está tomando todas as medidas cabíveis
para reverter a situação.
Em
nota na sua página no facebook, o prefeito Bruno Pereira (PTB) responde a cada
item levantado pela investigação. Desde os documentos solicitados pelo
Ministério Público que não teriam sido entregues, e foram, à questão da funcionária
fantasma e dos documentos que teriam sido retirados da Prefeitura, e não foram.
Leia o disse o prefeito Bruno Pereira que aguarda decisão da justiça para
reassumir o cargo:
1-
Todos os documentos solicitados pelo Ministério Público e pelo Tribunal de
Contas do Estado foram devidamente entregues e comprovam que as denúncias
foram respondidas.
2-
A questão da funcionária fantasma ficou esclarecida visto que foi provado que
ela não recebeu nenhum pagamento da atual gestão.
3-
Sobre o beneficiário da assistência para tratamento de hemodiálise, que teria
recebido o suposto valor de 160mil reais, provou-se que o beneficiário
realmente recebeu apenas o que ele mesmo declarou na entrevista, R$150 por mês,
fato que a administração da prefeitura pode confirmar por transferência
bancária.
4-
Sobre os documentos que teriam sido retirados da prefeitura, tudo já foi
devidamente esclarecido e provado que não passou de um mal entendido. Na
verdade, os documentos estavam arquivados em uma sala não averiguada durante a
operação de busca e apreensão e já foram devidamente localizados.
5-
Sobre os documentos encontrados em uma escola fechada, a então responsável pela
Secretaria de Assistência Social, Vanessa Costa, esclareceu que essa mudança de
local dos bens ocorreu porque o prédio onde funcionava o Centro Social Urbano,
o CRAS, o Bolsa Família, Coordenadoria de Cesta Básica, bem como a própria
secretaria - órgão de origem dos materiais em questão - precisou ser desocupado
por conta de um desabamento ocorrido há cerca de 2 meses.
A
prefeitura locou imóveis para que a secretaria continuasse funcionando, mas por
conta de falta de espaço nos novos locais, os documentos e mobiliário
continuaram guardados na antiga escola, lacrados e trancados com chave - chave
esta que encontra-se com a secretária que substituiu Vanessa à frente da pasta,
Betânia Brito. Há relatórios fotográficos e documentos que comprovam o
desabamento.
Ela
finaliza dizendo-se estar tranquilo, com respeito ao povo, e aguardando que a
justiça seja feita e os verdadeiros culpados punidos.
