Numa
imitação barata do prefeito viajante de São Paulo, João Dória (PSDB), que
apagou vários murais na capital paulista, o prefeito de Sertânia, Ângelo
Ferreira (PSB), deu toda a demonstração que um governo truculento poderia dar,
atacando exatamente a cultura da cidade segundo notas divulgadas pela
Associação dos Sanfoneiros e pela Sociedade dos Poetas Escritores e Compositores
de Sertânia.
Elas
denunciam a atitude da Prefeitura de Sertânia em apagar os nomes e trabalhos de
artistas da cidade no prédio da antiga Estação Ferroviária. Artistas e poetas
renomados no município e região como o grande Waldemar Cordeiro, Fernando
Patriota, Alberto Oliveira, e tantos outros.
O
ato considerado insano pela classe artística e pela sociedade de Sertânia vem
repercutindo em todos os segmentos culturais do Estado, para quem o prefeito
deu a maior demonstração de autoritarismo e sectarismo político e cultural.
Na
nota, a Associação dos Sanfoneiros repudia a atitude do prefeito Ângelo Ferreira
e diz que “É um absurdo que nos dias de hoje ainda existe políticos que persegue
artistas e usam do poder para atingir essa classe trabalhadora que lutam no dia
a dia para manter viva a nossa cultura”.
Já
a Sociedade dos Poetas diz que a ação do prefeito é “Mais do que uma agressão a
SAPECAS e a Memória de Waldemar Cordeiro esta é uma agressão aos artistas da
terra e a cultura de Sertânia”. Para os poetas, escritores e compositores
de Sertânia, isso é uma “atitude típica de um governo tirano que não tem a
menor sensibilidade para a arte e que odeia a cultura e os artistas”.
Abaixo
as notas das duas entidades em repúdio a ação do governo socialista de Ângelo
Ferreira.
Nota de repúdio
A
Associação dos Sanfoneiros de Sertânia repudia a atitude da Prefeitura de
Sertânia em apagar os nomes e trabalhos de artistas da cidade no prédio da
antiga Estação Ferroviária.
É
um absurdo que nos dias de hoje ainda existe políticos que persegue artistas e
usam do poder para atingir essa classe trabalhadora que lutam no dia a dia para
manter viva a nossa cultura.
Enquanto
isso a Escola de Sanfona continua fechada e ao invés de estar servindo aos
alunos, tinha uma sanfona sendo usada em uma mesa de bar. É muito triste o que
acontece hoje em Sertânia.
Nota oficial da SAPECAS
A
SAPECAS Sociedade dos Poetas Escritores e Compositores de Sertania vem através
desta nota denunciar a atitude da Prefeitura de Sertânia e da Secretaria de
cultura que está apagando e destruindo a Estação das Letras de Sertânia e a
Praça dos Poemas Waldemar Cordeiro, um Projeto nosso da SAPECAS, Que faz um
registro dos escritores e artistas de Sertânia, bem como oferece poemas e
pinturas de mais de trinta Poetas sertanienses ilustrados pelo artista plástico
Wilton Augusto.
A
Estação das Letras e a Praça dos Poemas Waldemar Cordeiro além de documentarem
o Acervo Literário de Sertânia, também é um espaço de pesquisa e visita de
alunos das escolas de Sertânia e Ponto turístico da Terra para Pessoas que
visitam a cidade.
Mais
do que uma agressão a SAPECAS e a Memória de Waldemar Cordeiro esta é uma
agressão aos artistas da terra e a cultura de Sertânia. Atitude típica de
um governo tirano que nao tem a menor sensibilidade para a arte e que odeia a
cultura e os artistas.
Estamos
chocados com tamanha falta de limites pra maldade e com a perversidade dos que
Dirigem os destinos de Sertânia e que gerem a Cultura pública de
Sertânia.
Atitudes
como esta não apenas provocam indignação mas sobretudo é um atentado a
liberdade de expressão e a consciência democrática e cultural de Sertânia e do
Sertão do Moxoto. Vamos continuar nossa resistência libertária e cultural
a esse comício das trevas que estamos assistindo, o verdadeiro vandalismo
artístico e um extermínio cultural.
Sertânia
, 17 de agosto de 2017
SAPECAS
Sociedade dos Poetas Escritores e Compositores de Sertania.


