Uma
nota publicada pela jornalista Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo,
desagradou o juiz Sérgio Moro. É
que a jornalista revelou que o advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhou para
a Odebrecht (atualmente morando na Espanha), acusa um colega de profissão,
Carlos Zucolotto, de ter intermediado negociações paralelas com a
força tarefa da operação Lava Jato.
Padrinho
de casamento de Moro e ex-sócio da esposa do juiz, num escritório de advocacia,
Carlos Zucolotto teria vendido favores na Operação Lava Jato, como
por exemplo a redução de multas e penas. Embora
Rodrigo Duran não tenha feito diretamente nenhuma acusação a Moro, mas sim
comprometido procuradores da Lava Jato, o juiz de Curitiba enviou uma carta à
Folha de São Paulo onde expõe sua insatisfação com a nota publicada pela
jornalista.
“O advogado Carlos Zucoloto Jr. é meu amigo
pessoal e lamento que o seu nome seja utilizado por um acusado foragido e em
uma matéria jornalística irresponsável para denegrir-me", queixou-se
Sérgio Moro à Folha.
Ele
garante também que o seu padrinho de casamento é um advogado sério e
competente. Essa não é a primeira vez que o magistrado reclama de matérias
publicadas no jornal paulista.
A
resposta do juiz fez o caso repercutir mais ainda, com novas matérias na Folha,
na Revista Veja, na Carta Capital e em sites como o Brasil 247, Viomundo
e Diário do Centro do Mundo.
Na
Câmara Federal o deputado Wadih Damous (PT/RJ), ex-presidente nacional da OAB, pediu
que o Congresso Nacional e o Ministério Público (que não seja o do Paraná)
investiguem as denúncias e a conduta dos procuradores da Lava Jato. Ele
defendeu uma CPI na Câmara dos Deputados.
“Tem
que investigar Sérgio Moro, a mulher do Sérgio Moro, os procuradores e Zucolotto”,
disse o parlamentar, destacando que Rosângela Moro, mulher do juiz, era
sócia no escritório de Zucolotto.
