quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Juiz Sérgio Moro pode ser alvo de CPI no Congresso Nacional

            Uma nota publicada pela jornalista Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo, desagradou o juiz Sérgio Moro. É que a jornalista revelou que o advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhou para a Odebrecht (atualmente morando na Espanha), acusa um colega de profissão, Carlos Zucolotto, de ter intermediado negociações paralelas com a força tarefa da operação Lava Jato.

Padrinho de casamento de Moro e ex-sócio da esposa do juiz, num escritório de advocacia, Carlos Zucolotto teria vendido favores na Operação Lava Jato, como por exemplo a redução de multas e penas. Embora Rodrigo Duran não tenha feito diretamente nenhuma acusação a Moro, mas sim comprometido procuradores da Lava Jato, o juiz de Curitiba enviou uma carta à Folha de São Paulo onde expõe sua insatisfação com a nota publicada pela jornalista.

 “O advogado Carlos Zucoloto Jr. é meu amigo pessoal e lamento que o seu nome seja utilizado por um acusado foragido e em uma matéria jornalística irresponsável para denegrir-me", queixou-se Sérgio Moro à Folha.

Ele garante também que o seu padrinho de casamento é um advogado sério e competente. Essa não é a primeira vez que o magistrado reclama de matérias publicadas no jornal paulista.

A resposta do juiz fez o caso repercutir mais ainda, com novas matérias na Folha, na Revista Veja,  na Carta Capital e em sites como o Brasil 247, Viomundo e Diário do Centro do Mundo.

Na Câmara Federal o deputado Wadih Damous (PT/RJ), ex-presidente nacional da OAB, pediu que o Congresso Nacional e o Ministério Público (que não seja o do Paraná) investiguem as denúncias e a conduta dos procuradores da Lava Jato. Ele defendeu uma CPI na Câmara dos Deputados.

“Tem que investigar Sérgio Moro, a mulher do Sérgio Moro, os procuradores e Zucolotto”, disse o parlamentar, destacando que Rosângela Moro, mulher do juiz, era sócia no escritório de Zucolotto.