Em
protesto à ausência de reajuste salarial pela Prefeitura do Recife (PCR), 28
professores municipais ocupam o prédio da PCR na noite desta segunda-feira. O
ato que teve início às 8h no Centro de Formação Paulo Freire seguiu, no começo
da tarde, para a sede da prefeitura, no Cais do Apolo, onde a categoria
pretendia ser atendida pelo prefeito Geraldo Julio.
De
acordo com o Sindicato Municipal dos Profissionais de Educação do Recife
(Simpere), que se recusou a deixar o prédio da prefeitura após a negativa de
serem recebidos por Geraldo em seu gabinete, os professores foram trancados por
funcionários em uma sala no 9º andar do edifício. A representante do Simpere,
Cláudia Ribeiro, alega que os professores, além de não receberem resposta sobre
um possível agendamento com o prefeito, estão com as luzes desligadas, sem
acesso a banheiro e alimentação.
Ainda
segundo o Simpere, a categoria só deixará o prédio após uma resposta do
prefeito Geraldo Julio, seja um agendamento ou um atendimento ainda nesta noite.
Para Ribeiro, esta situação é “inaceitável e indignante”, uma vez que o
reajuste salarial vem sendo negociado com a prefeitura há seis meses e o piso
nacional, aplicado para apenas 85 professores. Outro ponto reivindicado pela
categoria é a precarização das escolas, que “se encontram sem materiais
didático e de manutenção”.
Em
resposta às denúncias feitas pelo Simpere, a PCR emitiu nota afirmando “que
manteve diálogo, durante toda a tarde desta segunda-feira (24), com os
componentes do Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial
de Ensino do Recife e que as negociações da campanha salarial de 2017 estão em
andamento normal, uma reunião da Mesa Geral de Negociação Salarial foi
realizada na última quinta-feira (20) e outra está marcada para a próxima
quinta-feira. A PCR informou ainda, que se mantém aberta ao diálogo com todas
as categorias de servidores municipais. Do DP.
