sábado, 15 de abril de 2017

Oposição cobra posição do PSB de Pernambuco sobre Lista de Fachin

          Após hiato de dois dias da divulgação da “lista de Fachin”, a bancada de oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) cobrou, ontem, em nota, respostas do Partido Socialista Brasileiro (PSB) às delações premiadas dos ex-diretores da Odebrecht que relataram pagamento de propina a membros do partido. A bancada disse reconhecer o direito constitucional de presunção de inocência, mas “entende como um profundo desrespeito aos pernambucanos o silêncio eloquente do PSB”.

Os parlamentes oposicionistas destacam também as irregularidades em obras como a Arena Pernambuco, o Complexo Prisional de Itaquitinga, a adutora de Pirapama, a Refinaria Abreu e Lima e o polo petroquímico de Suape, que eram estratégicas da gestão socialista. Algumas delas alvo de críticas por parte da bancada há tempos, como a Arena e Itaquitinga, que foram construídas sob o modelo de Parceria-Público-Privada (PPP).

“Aqui em Pernambuco, a população acompanha estarrecida a revelação de que a construtora Odebrecht e o PSB, que está à frente do Governo do Estado desde 2007, formalizaram um esquema de propina em que 3% do valor de todas as principais obras realizadas eram destinados ao partido para financiar campanhas eleitorais, como as de 2010, 2012 e 2014”, afirmou a nota.

O ex-diretor da Odebrecht no Centro-Oeste, Norte e Nordeste, João Pacífico, relatou que doava a Campos desde 2006. Parte das propinas pagas por obras da construtora começaram em 2007, primeiro ano do governo Campos, do qual o atual líder da oposição, deputado Silvio Costa Filho (PRB), fez parte. 

A deputada Teresa Leitão (PT) também foi aliada de Campos até o desembarque do ex-governador do Governo Dilma, em 2014. Ambos são atualmente oposição ao PSB. Do Blog da Folhape.