Após
hiato de dois dias da divulgação da “lista de Fachin”, a bancada de oposição na
Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) cobrou, ontem, em nota, respostas
do Partido Socialista Brasileiro (PSB) às delações premiadas dos ex-diretores
da Odebrecht que relataram pagamento de propina a membros do partido. A bancada
disse reconhecer o direito constitucional de presunção de inocência, mas
“entende como um profundo desrespeito aos pernambucanos o silêncio eloquente do
PSB”.
Os
parlamentes oposicionistas destacam também as irregularidades em obras como a
Arena Pernambuco, o Complexo Prisional de Itaquitinga, a adutora de Pirapama, a
Refinaria Abreu e Lima e o polo petroquímico de Suape, que eram estratégicas da
gestão socialista. Algumas delas alvo de críticas por parte da bancada há
tempos, como a Arena e Itaquitinga, que foram construídas sob o modelo de
Parceria-Público-Privada (PPP).
“Aqui
em Pernambuco, a população acompanha estarrecida a revelação de que a
construtora Odebrecht e o PSB, que está à frente do Governo do Estado desde
2007, formalizaram um esquema de propina em que 3% do valor de todas as
principais obras realizadas eram destinados ao partido para financiar campanhas
eleitorais, como as de 2010, 2012 e 2014”, afirmou a nota.
O
ex-diretor da Odebrecht no Centro-Oeste, Norte e Nordeste, João Pacífico,
relatou que doava a Campos desde 2006. Parte das propinas pagas por obras da
construtora começaram em 2007, primeiro ano do governo Campos, do qual o atual
líder da oposição, deputado Silvio Costa Filho (PRB), fez parte.
A
deputada Teresa Leitão (PT) também foi aliada de Campos até o desembarque do
ex-governador do Governo Dilma, em 2014. Ambos são atualmente oposição ao PSB.
Do Blog da Folhape.
