Com
o plenário completo e a assistência lotada, a Câmara de Vereadores de Arcoverde
iniciou ontem (15), oficialmente, a nova legislatura da Casa James Pacheco para
o quadriênio 2017/2020, tendo como novidade a reforma do prédio e uma
composição 60% renovada com 50% de mulheres com assento na bancada de
vereadores. A curiosidade da primeira sessão foi a ausência de uma mensagem da prefeita do município, Madalena Britto (PSB), saudando a volta dos trabalhos do legislativo municipal e falando dos projetos futuros, o que representou uma falha do governo e de sua assessoria.
Após
a leitura do expediente, os vereadores utilizaram o famoso pequeno expediente para
fazerem seus requerimentos. A vereadora Cybele Roas (PP) pediu uma discussão
sobre as mudanças de nomes de ruas que já são nominadas que estaria
prejudicando empresas e até moradores diante dos órgãos públicos como empresas,
correios, Celpe e outros. Cleriane Medeiros (PRTB) solicitou apoio dos
deputados Eduino Brito e Júlio Cavalcanti para a implantação do projeto Atitude
em Arcoverde, além de requerimentos sobre a instalação de lixeiras em praças e
comércio e a instalação de uma casa de apoio em Recife.
Siqueirinha
(PSB) estreou com uma enxurrada de requerimentos que vão de reformas das praças
do Água de Beber no São Geraldo, Cidade Jardim e de Ipojuca, além de pedidos de
calçamento, galerias e a iluminação no trecho da Rua do Sol que liga a Cohab II
ao Veraneiro. No segundo expediente, Siqueirinha leu uma nota em defesa da
história e da honra de seu pai referente a denúncia feita pelo MPPE, sendo
aparteado pela vereadora Célia Cardoso que ressaltou o trabalho do Sargento
Siqueira e sua honestidade. Siqueirinha ressaltou que o fato só chegou ao
ministério público porque seu pai, Sargento Siqueira, promoveu uma auditoria em
suas próprias contas, identificou os desvios, fez a denúncia a Delegacia de
Polícia e levou tudo o que foi encontrado para o Ministério Público agir. Ele lamentou
que muitos que não conhecem o ex-presidente da Casa James Pacheco fiquem
falando e jogando pedras nas redes sociais quando na realidade Siqueira é
apenas uma vítima de tudo o que aconteceu por obra de um servidor identificado
e que assumiu a sua culpa.
Quem
também enxurrou a primeira sessão com requerimentos foi o novato Heriberto do
Sacolão (PTN) que pediu, entre outras coisas, a construção do velório
municipal, retirada de metralhas, calçamentos na rua Airton Sena, terraplanagem
na estrada do Deserto que estaria totalmente irregular, construção de
policlínica na Cohab I, funcionamento em sistema de 20h da UPA Dia e voto de
aplausos aos deputados Júlio e Zeca Cavalcanti pelo envio de emendas ao
município de Arcoverde. Cobrou segurança no telhado do pátio da feira do São Cristóvão
e lamentou a perde de emenda do deputado Júlio Cavalcanti por parte da prefeita
Madalena para a obra da estrada do CEDEC. Heriberto também solicitou informação
sobre a arrecadação do baile municipal, mas a pedido da Mesa Diretora aceitou
aguardar o relatório trimestral da PMA que traria esses números.
A
presidente da casa, a vereadora Célia Cardoso (PSB) requereu na tribuna a
criação de duas novas secretarias: a da Mulher e a de Segurança Pública
Municipal, dizendo que a luta por este espaço da mulher no governo já vem sendo
feita há mais de 28 anos. Lamentou que grupos que se denominam de autoridades
busquem deixar de lado a câmara de vereadores no debate sobre a segurança
pública que interessa a toda a sociedade. Defendeu a criação da Comissão de Segurança
e Paz, aprovada no final da sessão, que vai debater os problemas e buscar
soluções para garantir a tranqüilidade da população de Arcoverde. A vereadora
também defendeu uma audiência pública para debater a situação da AESA. A vereadora
também defendeu as reformas a exemplo da previdência citando o caso da Câmara
de Arcoverde que recolhe pouco mais de R$ 6 mil para o Fundo de Previdência (Funpremac)
e paga quase R$ 50 aos aposentados da Casa James Pacheco.
A
estreante Zirleide Monteiro (PTB) requereu a construção de calçamento no bairro
do São Miguel, galerias no bairro Jardim Petrópolis, que encontra-se abandonado
em meio a lama e esgotos à céu aberto, bem como coberta para bueiros que
colocam em risco a vida de pedestres no Alto Cardeal e na Boa Esperança. A
vereadora trabalhista também defendeu a criação da comissão de segurança devido
ao aumento da violência em Arcoverde. Segundo ela, entre 2015 e 2016 o número
de homicídios cresceu 43% no município, enquanto as policias estão
desestruturadas e precisando de apoio para combater o crime e a violência. Cobrou da prefeitura a guarda municipal. A
vereadora trabalhista também falou sobre o encontro dos odontologistas do
município que decidiram criar uma representação do sindicato da categoria em
Arcoverde, declarando seu apoio a luta dos profissionais que buscam a garantir
de seus direitos para executarem um bom trabalho para a população que mais
precisa.
João
Taxista (PRP) pediu para ser revisto os valores dos ingressos nos jogos do
Flamengo pelo campeonato pernambucano e pediu ainda que seja feita coberta na área
externa do Pátio Lídio Cordeiro Maciel para abrigar a feira do troca e os
taxistas. A vereadora Luiza Margarida (PMDB) utilizou seu tempo para justificar
a existência ou não da Casa de Apoio no Recife e o vereador e líder do governo,
Everaldo Lira (PMDB) se reservou a saudar a volta aos trabalhos e a responder
alguns requerimentos apresentados pelos demais vereadores. Geraldo Vaz (PSD) acompanhou
os debates sem apresentar proposições.
Ao
final da sessão foi aprovado projeto de lei Complementar que institui o diário
oficial da AMUPE como veículo para divulgação da notas oficiais do município,
prefeitura, câmara e autarquias, e foi criada a Comissão de Segurança e Paz que
vai promover uma série de reuniões, audiências públicas e outras ações no
sentido de buscar soluções para a crise de segurança que atinge Arcoverde.
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