quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Vereadores de Arcoverde promovem sessão alongada na estréia

          Com o plenário completo e a assistência lotada, a Câmara de Vereadores de Arcoverde iniciou ontem (15), oficialmente, a nova legislatura da Casa James Pacheco para o quadriênio 2017/2020, tendo como novidade a reforma do prédio e uma composição 60% renovada com 50% de mulheres com assento na bancada de vereadores. A curiosidade da primeira sessão foi a ausência de uma mensagem da prefeita do município, Madalena Britto (PSB), saudando a volta dos trabalhos do legislativo municipal e falando dos projetos futuros, o que representou uma falha do governo e de sua assessoria.

Após a leitura do expediente, os vereadores utilizaram o famoso pequeno expediente para fazerem seus requerimentos. A vereadora Cybele Roas (PP) pediu uma discussão sobre as mudanças de nomes de ruas que já são nominadas que estaria prejudicando empresas e até moradores diante dos órgãos públicos como empresas, correios, Celpe e outros. Cleriane Medeiros (PRTB) solicitou apoio dos deputados Eduino Brito e Júlio Cavalcanti para a implantação do projeto Atitude em Arcoverde, além de requerimentos sobre a instalação de lixeiras em praças e comércio e a instalação de uma casa de apoio em Recife.

Siqueirinha (PSB) estreou com uma enxurrada de requerimentos que vão de reformas das praças do Água de Beber no São Geraldo, Cidade Jardim e de Ipojuca, além de pedidos de calçamento, galerias e a iluminação no trecho da Rua do Sol que liga a Cohab II ao Veraneiro. No segundo expediente, Siqueirinha leu uma nota em defesa da história e da honra de seu pai referente a denúncia feita pelo MPPE, sendo aparteado pela vereadora Célia Cardoso que ressaltou o trabalho do Sargento Siqueira e sua honestidade. Siqueirinha ressaltou que o fato só chegou ao ministério público porque seu pai, Sargento Siqueira, promoveu uma auditoria em suas próprias contas, identificou os desvios, fez a denúncia a Delegacia de Polícia e levou tudo o que foi encontrado para o Ministério Público agir. Ele lamentou que muitos que não conhecem o ex-presidente da Casa James Pacheco fiquem falando e jogando pedras nas redes sociais quando na realidade Siqueira é apenas uma vítima de tudo o que aconteceu por obra de um servidor identificado e que assumiu a sua culpa.

Quem também enxurrou a primeira sessão com requerimentos foi o novato Heriberto do Sacolão (PTN) que pediu, entre outras coisas, a construção do velório municipal, retirada de metralhas, calçamentos na rua Airton Sena, terraplanagem na estrada do Deserto que estaria totalmente irregular, construção de policlínica na Cohab I, funcionamento em sistema de 20h da UPA Dia e voto de aplausos aos deputados Júlio e Zeca Cavalcanti pelo envio de emendas ao município de Arcoverde. Cobrou segurança no telhado do pátio da feira do São Cristóvão e lamentou a perde de emenda do deputado Júlio Cavalcanti por parte da prefeita Madalena para a obra da estrada do CEDEC. Heriberto também solicitou informação sobre a arrecadação do baile municipal, mas a pedido da Mesa Diretora aceitou aguardar o relatório trimestral da PMA que traria esses números.

A presidente da casa, a vereadora Célia Cardoso (PSB) requereu na tribuna a criação de duas novas secretarias: a da Mulher e a de Segurança Pública Municipal, dizendo que a luta por este espaço da mulher no governo já vem sendo feita há mais de 28 anos. Lamentou que grupos que se denominam de autoridades busquem deixar de lado a câmara de vereadores no debate sobre a segurança pública que interessa a toda a sociedade. Defendeu a criação da Comissão de Segurança e Paz, aprovada no final da sessão, que vai debater os problemas e buscar soluções para garantir a tranqüilidade da população de Arcoverde. A vereadora também defendeu uma audiência pública para debater a situação da AESA. A vereadora também defendeu as reformas a exemplo da previdência citando o caso da Câmara de Arcoverde que recolhe pouco mais de R$ 6 mil para o Fundo de Previdência (Funpremac) e paga quase R$ 50 aos aposentados da Casa James Pacheco.

A estreante Zirleide Monteiro (PTB) requereu a construção de calçamento no bairro do São Miguel, galerias no bairro Jardim Petrópolis, que encontra-se abandonado em meio a lama e esgotos à céu aberto, bem como coberta para bueiros que colocam em risco a vida de pedestres no Alto Cardeal e na Boa Esperança. A vereadora trabalhista também defendeu a criação da comissão de segurança devido ao aumento da violência em Arcoverde. Segundo ela, entre 2015 e 2016 o número de homicídios cresceu 43% no município, enquanto as policias estão desestruturadas e precisando de apoio para combater o crime e a violência. Cobrou da prefeitura a guarda municipal. A vereadora trabalhista também falou sobre o encontro dos odontologistas do município que decidiram criar uma representação do sindicato da categoria em Arcoverde, declarando seu apoio a luta dos profissionais que buscam a garantir de seus direitos para executarem um bom trabalho para a população que mais precisa. 

João Taxista (PRP) pediu para ser revisto os valores dos ingressos nos jogos do Flamengo pelo campeonato pernambucano e pediu ainda que seja feita coberta na área externa do Pátio Lídio Cordeiro Maciel para abrigar a feira do troca e os taxistas. A vereadora Luiza Margarida (PMDB) utilizou seu tempo para justificar a existência ou não da Casa de Apoio no Recife e o vereador e líder do governo, Everaldo Lira (PMDB) se reservou a saudar a volta aos trabalhos e a responder alguns requerimentos apresentados pelos demais vereadores. Geraldo Vaz (PSD) acompanhou os debates sem apresentar proposições.


Ao final da sessão foi aprovado projeto de lei Complementar que institui o diário oficial da AMUPE como veículo para divulgação da notas oficiais do município, prefeitura, câmara e autarquias, e foi criada a Comissão de Segurança e Paz que vai promover uma série de reuniões, audiências públicas e outras ações no sentido de buscar soluções para a crise de segurança que atinge Arcoverde.

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