A
segunda sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Arcoverde realiza na noite
desta segunda-feira (20), foi marcada pelos tradicionais requerimentos dos
parlamentares que compõem a Casa James Pacheco, votação de projeto de lei
reduzindo as taxas do Matadouro Público e por debates entre situação e oposição
sobre emendas perdidas pelo governo da prefeita Madalena Britto direcionadas
para obras de calçamento no CEDEC.
Ainda no primeiro expediente, os pedidos dos vereadores através dos requerimentos foram dos mais variados. O líder do governo, vereador Everaldo Lira (PMDB), focou seus pleitos na limpeza de barreiros e barragens na zona rural do município. Por outro lado, a líder da oposição, a vereadora Zirleide Monteiro solicitou a retirada de metralhas em várias ruas do São Cristóvão próximas a Rua Josino Severo de Araújo.
A vereadora Célia Cardoso (PSB) solicitou melhoria na segurança pública e valorização dos policiais militares
por parte do Governo do Estado. Sobre segurança, a vereadora disse que no dia 06
de março, na volta dos trabalhos após o Carnaval, forma a Comissão da Segurança
e pela Paz para buscar soluções que amenizem o problema da violência em
Arcoverde. No grande expediente, falou sobre a reforma da previdência e
lamentou que o projeto de lei que reduzia os valores das taxas do Matadouro
Público não tenha sido discutido pela bancada, já que em dezembro passado,
quando pediu-se para votar o aumento de R$ 15 para R$ 40 dizia-se que o valor
era necessários para o matadouro funcionar. Disse que o governo deveria ter "a
dignidade de chamar os vereadores que votaram no aumento para R$ 40” na hora em
que decidiu reduzir as taxas diante dos marchantes. Disse ter se sentido “enganada”,
pois disseram à época que o aumento era necessário e agora reduz sem nem avisar a quem
votou no ano passado.
A
vereadora Luiza Margarida (PMDB) pediu melhor iluminação na entrada da Cohab II
e solicitou ao 3° BPM para fazer ronda ostensiva nos bairros da Boa Esperança e
JK, além de pedir mais contratações de policiais. Pediu ainda a reforma da
praça do São Geraldo.
Por
sua vez, o vereador João Taxista (PRP) pediu a reposição de lâmpadas na quadra poliesportiva
da escola municipal Ivany Bradley, inaugurada no segundo semestre do ano
passado. Das 16 luminária da quadra, só 04 funcionam disse o vereador. Relatou e
pediu providências ainda para as luminárias apagadas na rua Nilo Cláudino, no
bairro do São Cristóvão, bem como na rua Magalhães Porto no Tamboril. Finalizou
os pedido com a solicitação de asfalto da Rua Magalhães Porto interligando o
Corredor da Integração à Rua Vicente Gomes.
O
vereador Weverton Siqueira (Siqueirinha), do PSB, utilizou seu tempo para
apresentar nome modificativo de rua e falar sobre a não veiculação em sites e
blogs de Arcoverde de nota lida na última sessão em defesa do seu pai,
denunciado pelo MPPE. Disse que o que mais revolta são os comentários negativos
sobre a notícia veiculada pelo MP e repercutida pelos blogs locais.
A
vereadora Cybele Roas (PP) aproveitou para falar sobre um tema que se arrasta a
décadas, que é a universalização dos endereços e nomes de logradouros públicos
em Arcoverde. Ele solicitou a criação de uma comissão para tratar do assunto
envolvendo vários órgãos: Câmara de vereadores, Prefeitura, DIRT, Compesa,
Celpe, Correios para assim definir critérios para modificação de nomes de ruas
que muitas vezes prejudicam a chegada de correspondências e as empresas.
A
vereadora Zirleide Monteiro (PTB) leu em plenários documentos enviados pelo
Governo do Estado, mas precisamente pelas secretarias de Planejamento e Gestão
e a de Transportes sobre duas emendas do deputado estadual Júlio Cavalcanti
(PTB) que a prefeita do município, Madalena Britto (PSB), teria perdido e que eram
direcionadas para mais duas etapas de calçamentos da estrada do CEDEC. Uma de
R$ 230 mil foi perdida por falta do plano de trabalho segundo documento do
Governo do Estado. A outra de R$ 250 mil foi extinta porque a prefeitura de
Arcoverde não entregou a tempo a licença ambiental. A vereadora Luiza Margaria
saiu em defesa do governo e disse que os documentos apresentados pela vereadora
não seriam verdadeiros ao anunciar para a próxima semana, após o Carnaval,
que traria os “documentos verdadeiros” sobre as emendas. A vereadora Zirleide lembrou que os
ofícios e documentos não eram dela e nem do deputado Júlio Cavalcanti, mas do
Governo do Estado.
Ao
final da sessão os vereadores votaram o Projeto de Lei Complementar 001/2017
que altera o item 3 do anexo XVIII do Código Tributário Municipal reduzindo as
taxas de abate no Matadouro Público Municipal. Vários vereadores,
principalmente que votaram pelo aumento no ano passado, lamentaram a mudança
sem nem mesmo terem sido avisados, mas o projeto terminou sendo aprovado por
unanimidade.


