O
maior programa de incentivo à aposentadoria da história do Banco do Brasil
terminou na última sexta-feira. Os números impressionam: 9,4 mil empregados
aceitaram ir para casa com a garantia de recebimento de 12 salários extras, o
que custará R$ 1,4 bilhão à instituição, e de uma polpuda remuneração paga pela
Previ, o fundo de pensão dos empregados do banco.
Pelas
contas do presidente do BB, Paulo Rogério Caffarelli, quando todo esse processo
estiver encerrado, a economia com a folha de salários será de R$ 2,3 bilhões
por ano, quantia que subirá para quase R$ 3,1 bilhões se somada à redução de
custos de R$ 750 milhões com o fechamento de mais 400 agências.
O
maior desafio do BB, agora, será realocar 9,3 mil empregados que tiveram os
cargos extintos por causa do enxugamento de postos de atendimento. Caffarelli
garante que a meta é concluir a movimentação de pessoal até junho de 2017. Uma
coisa é certa: nenhuma dessas pessoas terá reajuste de salário.
Sobre
a realização de concursos, Caffarelli disse que “tem concurso com validade até
o fim de dezembro, mas não temos intenção de chamar ninguém, porque o quadro
está equilibrado”. A prioridade é acomodar os funcionários que precisam ser
realocados.
