terça-feira, 5 de julho de 2016

TRF nega pedido de habeas corpus de preso na Operação Turbulência

         O Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região negou por unanimidade o pedido de habeas corpus do empresário Apolo Santana Vieira nesta terça-feira (5). Ele é um dos quatro presos da Operação Turbulência, deflagrada em 21 de junho pela Polícia Federal, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro, que pode ter financiado a campanha política do ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014.

O relator do processo foi o desembargador Ivan Lira de Carvalho. Os desembargadores Paulo Roberto de Oliveira Lima e Ronivon Aragão seguiram o voto do relator pela manutenção da prisão de Apolo. Em seu voto, Lira afirmou que "mostram-se fortes os indícios de irregularidades a concluir, inclusive, com eventual prática de crime de lavagem ou ocultação de bens".

Com a decisão do Tribunal, o empresário continua em uma ala de presos comuns no Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. O advogado do empresário, Ademar Rigueira, informou que irá recorrer em instâncias superiores. "Vamos apenas aguardar a publicação da decisão do TRF para entrarmos com o pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal", disse ao G1 pelo telefone.

Alvo do quinto mandado de prisão preventiva na operação, o empresário Paulo Cesar Barros Morato foi encontrado morto em um motel em Olinda, no Grande Recife, no dia 22 de junho. A morte ainda não foi esclarecida.

A Operação Turbulência investiga um esquema responsável pelo desvio de dinheiro público para pagamento de propinas. O grupo é suspeito de ter movimentado R$ 600 milhões e teria ligação com a compra do avião usado pelo ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) durante a campanha presidencial de 2014. O jato caiu em Santos (SP) e matou o presidenciável e comitiva. O inquérito aponta que Campos e o senador Fernando Bezerra Coelho receberam propina do dono do avião, João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho.