O
Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região negou por unanimidade o pedido de
habeas corpus do empresário Apolo Santana Vieira nesta terça-feira (5). Ele é um
dos quatro presos da Operação Turbulência, deflagrada em 21 de junho pela
Polícia Federal, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de
dinheiro, que pode ter financiado a campanha política do ex-governador Eduardo
Campos, morto em 2014.
O
relator do processo foi o desembargador Ivan Lira de Carvalho. Os
desembargadores Paulo Roberto de Oliveira Lima e Ronivon Aragão seguiram o voto
do relator pela manutenção da prisão de Apolo. Em seu voto, Lira afirmou que
"mostram-se fortes os indícios de irregularidades a concluir, inclusive,
com eventual prática de crime de lavagem ou ocultação de bens".
Com
a decisão do Tribunal, o empresário continua em uma ala de presos comuns no
Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. O advogado do
empresário, Ademar Rigueira, informou que irá recorrer em instâncias
superiores. "Vamos apenas aguardar a publicação da decisão do TRF para
entrarmos com o pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal",
disse ao G1 pelo telefone.
Alvo
do quinto mandado de prisão preventiva na operação, o empresário Paulo Cesar Barros Morato
foi encontrado morto em um motel em Olinda, no Grande Recife,
no dia 22 de junho. A morte ainda não foi esclarecida.
A
Operação Turbulência investiga um esquema responsável pelo desvio de dinheiro
público para pagamento de propinas. O grupo é suspeito de ter movimentado R$
600 milhões e teria ligação com a compra do avião usado pelo ex-governador de
Pernambuco Eduardo Campos (PSB) durante a campanha presidencial de 2014. O jato
caiu em Santos (SP) e matou o presidenciável e comitiva. O inquérito aponta que Campos e
o senador Fernando Bezerra Coelho receberam propina do dono do avião, João
Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho.
