A
polêmica sobre a perícia não realizada dentro do quarto onde o empresário
Paulo César Barros Morato foi encontrado morto, no motel Tititi, em Olinda,
ganha um novo capítulo. Um documento, obtido com exclusividade pelo RondaJC
da Rádio Jornal, comprova que, na madrugada do dia 23, a delegada
Gleide Ângelo solicitou perícia papiloscópica no local para fornecer provas que
pudesse contribuir com as investigações.
A
Secretaria de Defesa Social (SDS) havia informado à imprensa, em nota oficial,
que os peritos foram ao local “espontaneamente” e “sem ordem superior”. Ao
chegar ao motel, a equipe recebeu a determinação de deixar o local sem a
realização da perícia – o que chamou a atenção, já que se trata de um caso tão
complexo.
O Sindicato
dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) seguiu, no final da manhã desta
segunda-feira (27), ao Ministério Público para solicitar investigações
sobre o cancelamento dessa perícia – considerada fundamental para esclarecer
detalhes sobre a morte misteriosa do empresário, investigado pela Polícia
Federal de Pernambuco pela suspeita de envolvimento em esquema de caixa dois
para irrigar campanhas políticas do ex-governador Eduardo Campos (PSB).
Ele
seria um dos financiadores do jatinho usado pelo presidenciável durante
campanha, em 2014. Até agora, não se sabe se foi suicídio, morte natural,
envenenamento ou, em último caso, homicídio.
À
imprensa, na quinta-feira passada (23), a gestora de Polícia Científica de
Pernambuco, Sandra Santos, afirmou que houve uma falta de comunicação, pois,
segundo ela, não havia a necessidade dessa perícia, já que todas as coletas
necessárias haviam sido feitas na noite em que o corpo do empresário foi
encontrado. Em reserva, porém, profissionais da área de segurança questionaram
a atitude. Segundo eles, havia sim a necessidade da perícia papiloscópica no
dia seguinte. Do Jamildo.
