segunda-feira, 27 de junho de 2016

Turbulência: Documento comprova que SDS mentiu sobre perícia em quarto de motel

         A polêmica sobre a perícia não realizada dentro do quarto onde o empresário Paulo César Barros Morato foi encontrado morto, no motel Tititi, em Olinda, ganha um novo capítulo. Um documento, obtido com exclusividade pelo RondaJC da Rádio Jornal,  comprova que, na madrugada do dia 23, a delegada Gleide Ângelo solicitou perícia papiloscópica no local para fornecer provas que pudesse contribuir com as investigações.

A Secretaria de Defesa Social (SDS) havia informado à imprensa, em nota oficial, que os peritos foram ao local “espontaneamente” e “sem ordem superior”. Ao chegar ao motel, a equipe recebeu a determinação de deixar o local sem a realização da perícia – o que chamou a atenção, já que se trata de um caso tão complexo.

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) seguiu, no final da manhã desta segunda-feira (27), ao Ministério Público para solicitar investigações sobre o cancelamento dessa perícia – considerada fundamental para esclarecer detalhes sobre a morte misteriosa do empresário, investigado pela Polícia Federal de Pernambuco pela suspeita de envolvimento em esquema de caixa dois para irrigar campanhas políticas do ex-governador Eduardo Campos (PSB).

Ele seria um dos financiadores do jatinho usado pelo presidenciável durante campanha, em 2014. Até agora, não se sabe se foi suicídio, morte natural, envenenamento ou, em último caso, homicídio.

À imprensa, na quinta-feira passada (23), a gestora de Polícia Científica de Pernambuco, Sandra Santos, afirmou que houve uma falta de comunicação, pois, segundo ela, não havia a necessidade dessa perícia, já que todas as coletas necessárias haviam sido feitas na noite em que o corpo do empresário foi encontrado. Em reserva, porém, profissionais da área de segurança questionaram a atitude. Segundo eles, havia sim a necessidade da perícia papiloscópica no dia seguinte. Do Jamildo.