O
empresário Paulo Cesar de Barros Morato foi encontrado morto na noite desta
quarta-feira (22), em um motel no bairro de Sapucaia, em Olinda, Região
Metropolitana do Recife, de acordo com a Polícia Federal (PF). Morato era
considerado foragido pela PF desde terça (21), quando foi deflagrada a Operação
Turbulência.
"Quem
vai cuidar da investigação por enquanto é a Polícia Civil. Mas já foi designado
um policial federal para acompanhar os trabalhos da perícia. Se for constatado
que as circunstâncias da morte têm ligação com a Operação Turbulência, aí
Polícia Federal pode entrar nas investigações", afirmou o assessor de
comunicação da PF, Giovani Santoro.
Ainda
não se sabe a causa da morte de Morato. A delegada Gleide Ângelo deixou o motel
por volta das 23h10, dizendo apenas que "não poderia passar nenhuma
informação no momento". O carro do empresário foi encaminhado para o
Departamento do Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).
Em
conversa com um policial civil, o Jornal da Globo apurou que o corpo não tinha
sinais de violência. Ele foi encontrado em cima da cama, junto com os
documentos, R$ 3 mil e um relógio avaliado em R$ 10 mil.
A
equipe do Instituto de Criminalística (IC) também esteve no local, mas os
peritos não quiseram dar entrevista à imprensa. "Ainda vão ser feitos
exames adicionais, então não podemos falar nada no momento. A delegada Gleide
Angelo está investigando o caso e, no momento oportuno, dará uma
coletiva", limitou-se a dizer a perita Vanja Coelho.
O
veículo do Instituto de Medicina Legal (IML) saiu do motel com o corpo do
empresário às 22h40.
Procurada
pelo G1, a advogada do empresário, Marcela Moreira Lopes, afirmou que ele
já havia tentado suicídio anteriormente.
De
acordo com o advogado do motel, Higínio Luís Araújo Marinsalta, a polícia foi
acionada por funcionários do estabelecimento. "Como ele não tinha avisado
se iria renovar a diária, os funcionários fizeram contato telefônico e, como
não houve retorno, bateram na porta. Também não obtiveram resposta. Aguardaram
mais um período e, à tarde, entraram no quarto, identificando que ele já estava
em situação cadavérica. Eles, então, fizeram o procedimento padrão e chamaram a
polícia", afirmou.
Um
policial civil que participou da ocorrência e prefere não ser identificado
contou ao G1 que o empresário deu entrada sozinho no motel na terça,
por volta das 12h30, e que o corpo não tinha marcas de violência. A polícia foi
acionada às 19h desta quarta.
Na
terça, os policiais federais prenderam quatro pessoas - Eduardo Freire Bezerra
Leite, Arthur Roberto Lapa Rosal, Apolo Santana Vieira e João Carlos Lyra
Pessoa de Melo Filho. A operação investiga uma organização criminosa suspeita
de lavagem de dinheiro, que pode
ter financiado a campanha política do ex-governador Eduardo Campos, morto
em 2014. Nesta quarta, o G1teve acesso ao inquérito, que aponta que Campos
e o senador Fernando Bezerra Coelho receberam propina do dono do avião,
João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho. G1
