O
Deputado Estadual Júlio Cavalcanti reclamou em nota que após seleção,
cadastramento e abertura de contas bancárias das famílias de sem teto para
receber o auxílio moradia, sob o comando da presidente do Movimento dos Sem
Teto de Arcoverde, Silvanete Pereira, o Governo do Estado tenha definido que os
pagamentos serão efetuados via prefeitura do município. As cerca de 850
famílias do MSTSD Arcoverde foram retiradas do terreno do IPA, próximo ao viaduto.
Um acordo com o então governador Eduardo Campos prometeu solução para a
questão.
“Com
que objetivo, uma vez que cada chefe das famílias já abriu sua conta bancária
para receber via banco? Para colocar nas mãos da prefeita Madalena Britto o
pagamento de um benefício sobre o qual ela não teve mérito algum. Ao contrário.
Dela, os arcoverdenses sem teto só tiveram promessas vazias. Trata-se de uma
verdadeira manobra política que visa tão somente colocar o movimento e suas
famílias refém da boa ou má vontade da Prefeitura Municipal, que por três anos
vem empurrando o problema sem dar solução”, reclama.
A concessão
do auxílio foi formalizada por meio da Lei nº 15.666/2015, aprovada na
Assembleia Legislativa. O primeiro pagamento foi acertado para o início de
2016, atendendo 200 famílias cadastradas pelo Movimento junto à Secretaria de
Habitação.”E esse comportamento é corroborado pela prefeita de Arcoverde, a
Sra. Madalena Britto, que chegou a prometer a entrega de 350 casas a essas
famílias, mas até hoje nunca cumpriu”, questiona.
Cavalcanti
conclui cobrando que o Executivo defina a data de pagamento dos auxílios e que
o dinheiro chegue diretamente nas mãos ou contas das famílias cadastradas, sem
intermédio de secretários ou agentes políticos da Prefeitura. Confira abaixo a
nota na integra:
NOTA
ESCLARECIMENTOS
DO DEPUTADO ESTADUAL JÚLIO CAVALCANTI SOBRE OS AUXÍLIOS MORADIA DAS FAMÍLIAS
DOS SEM TETO DE ARCOVERDE-PE
É
lamentável que os objetivos da política sejam, tantas vezes, desvirtuados pelas
finalidades eleitoreiras. Qual não foi minha surpresa, nesta segunda (22), ao
saber que depois de tanto tempo e tanto empenho na seleção, cadastramento e
abertura de contas bancárias das famílias de sem teto para receber o auxílio
moradia, sob o comando da presidente do Movimento dos Sem Teto de Arcoverde,
Silvanete Pereira, o Governo do Estado informou que os pagamentos serão efetuados
via prefeitura do município. Com que objetivo, uma vez que cada chefe das
famílias já abriu sua conta bancária para receber via banco? Para colocar nas
mãos da prefeita Madalena Britto o pagamento de um benefício sobre o qual ela
não teve mérito algum. Ao contrário. Dela, os arcoverdenses sem teto só tiveram
promessas vazias. Trata-se de uma verdadeira manobra política que visa tão
somente colocar o movimento e suas famílias refém da boa ou má vontade da
Prefeitura Municipal, que por três anos vem empurrando o problema sem dar
solução.
Foram
muitas negociações com o Governo do Estado em busca de solução para o problema
das famílias. Intermediamos reuniões, interferimos de várias formas e, como
resultado, a concessão do auxílio foi formalizada por meio da Lei nº
15.666/2015, aprovada na Assembleia Legislativa. O primeiro pagamento foi
acertado para o início de 2016, atendendo 200 famílias cadastradas pelo
Movimento junto à Secretaria de Habitação, o que até agora não aconteceu.
Foram, na verdade, muitos compromissos assumidos pelo Governo do Estado e não
cumpridos, desrespeitando as necessidades e a dignidade das famílias sem teto
de Arcoverde. E esse comportamento é corroborado pela prefeita de Arcoverde, a
Sra. Madalena Britto, que chegou a prometer a entrega de 350 casas a essas
famílias, mas até hoje nunca cumpriu.
No
mês de janeiro, as famílias foram à Prefeitura, cobrar uma atitude da sra.
Madalena Britto, mas sequer foram recebidas. E, agora, dando um claro viés
político à situação, tenta beneficiar a prefeita socialista.
Como
deputado estadual e presente na luta do Movimento dos Sem Teto de Arcoverde,
não vamos aceitar que nenhuma família cadastrada pelo Movimento seja
prejudicada ou pressionada politicamente em troca do benefício garantido em Lei
aprovada pela Assembleia Legislativa.
Discordamos
da atitude do Governo do Estado e vamos buscar de soluções para esse grave
problema que se arrasta por conta de manobras político-eleitorais realizadas em
cima do grave problema que aflige essas famílias. Queremos que o Executivo
defina a data de pagamento dos auxílios e que o dinheiro chegue diretamente nas
mãos ou contas das famílias cadastradas, sem intermédio de secretários ou
agentes políticos de olhos em dividendos eleitorais.
Júlio
Cavalcanti
Deputado
Estadual - PTB
