Poucas
horas depois de serem derrotados em plenário com aprovação da chapa
oposicionista para comandar a comissão especial que decidirá sobre o
impeachment da presidente Dilma Rousseff, deputados governistas comemoraram a
decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que
suspendeu a instalação do colegiado até análise do tribunal.
“É
uma decisão que respeita a Constituição e as regras que não podem ser alteradas
por conveniência política. Tem que ter regras”, disse o líder do governo, José
Guimarães (PT-CE).
O
deputado Sílvio Costa (PT do B-PE) foi mais duro nas críticas. “Um
desqualificado como Eduardo Cunha não pode impor suas vontades para se
proteger. O STF, que é o guardião da Constituição, respeitou a Constituição”,
disse o parlamentar.
“Isso
é uma vitória. Esse tipo de golpe não tem sustentação”, disse a líder do PC do
B, Jandira Feghali (RJ). A deputada afirmou esperar que o pleno agora siga
jurisprudência da Corte e que defina um rito para o impeachment. O STF
apreciará o caso no próximo dia 16.
