As
rodadas de negócios da Oficina Brasil Trade, promovida pela Agência Brasileira
de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) nos dias 16 e 17 de
novembro, em Recife, superaram com folga a previsão de US$ 3 milhões em
exportações. Ao final da ação, as empresas negociaram mais de US$ 12,8 milhões,
somando negócios fechados no evento e a projeção para 12 meses, prazo ordinário
em negociações internacionais.
As
rodadas comerciais, que beneficiarão a economia pernambucana, foram feitas
durante o lançamento do Plano Nacional de Cultura Exportadora no Estado,
realizado pelo Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
Armando Monteiro. Foram realizadas 223 reuniões com 60 empresas pernambucanas,
oito comerciais exportadoras e quatro compradores internacionais. “Este
resultado expressivo demonstra a força das empresas de Pernambuco e do preparo
empresarial realizado pela Apex-Brasil, pela Federação das Indústrias de
Pernambuco (FIEPE) e outros parceiros locais”, celebra Armando.
O
PNCE tem como objetivo aumentar o número de empresas pernambucanas exportadoras
e integra o Plano Nacional de Exportações, lançado pelo Governo Federal em
junho deste ano. O PNCE, que também atenderá outros estados brasileiros, vai
trabalhar inicialmente com 250 empresas de pequeno e médio portes em
Pernambuco. Elas terão acesso ao diagnóstico de produtos e serviços,
consultoria de inteligência comercial (que avalia em quais mercados aquele
produto ou serviço tem potencial de venda), rodadas de negócios com compradores
estrangeiros e participação em missões comerciais.
“O
PNCE é uma ferramenta importante no fomento da cultura exportadora no estado.
Pernambuco já é um importante entreposto regional e pode aumentar, e muito, as
vendas para outros países, bem como dobrar o número de empresas exportadoras”,
afirma Armando. O PNCE é desenvolvido em cinco etapas – sensibilização,
inteligência comercial, adequação de produtos e processos, promoção comercial e
comercialização – e já foi lançado em São Paulo e Minas Gerais.
Os
setores contemplados pelo PNCE em Pernambuco abrangem artefatos de couro,
gesso, bebidas, joias e biojoias, metalmecânico, higiene e limpeza, alimentos,
borracha e plástico, farmoquímicos (dermocosméticos), biotecnológicos,
vestuários e acessórios, TI e economia criativa.
“Há
um espaço que o comércio exterior nos oferece para o Brasil ampliar as
exportações e com isso gerar mais empregos e oportunidades aqui. E Pernambuco
pode muito bem aproveitar esta oportunidade e ampliar muito as exportações.
Vamos mobilizar as empresas, informar, capacitar, treinar e mostrar que esse
canal externo não é tão inacessível como alguns pensam. Muitos acham que é
complicado exportar. O PNCE vai mostrar que não é complicado e que a exportação
traz muitos benefícios”, explicou o ministro.
Em
Pernambuco, o programa conta com o apoio de 20 parceiros – entre regionais e
nacionais – como os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (MDIC); das Relações Exteriores (MRE); da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa); e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); a Fiepe; o
Governo do Estado (Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco –
ADDIPER); Apex-Brasil; Sebrae, ABDI; Correios; Banco do Brasil e Caixa
Econômica Federal.
