Depois de ultrapassar o limite máximo estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para os gastos com pessoal, com 50,33% da Receita Corrente Líquida comprometida com a folha, o Governo Paulo Câmara deve encerrar o ano ainda acima do limite prudencial (46,55%).
A previsão do secretário da Fazenda, Márcio Stefanni Monteiro, foi revelada ontem, em audiência na Assembleia Legislativa, na qual foi apresentado o balanço do Estado relativo ao segundo quadrimestre.
Por outro lado, o responsável pelo Fisco não deixou claro as ações do Executivo para cortar os R$ 615 milhões que ainda restam do pacote de contingenciamento, lançando mais dúvidas sobre o cenário das contas públicas em 2016, onde a única certeza é o aumento de impostos.
Questionado pelo líder da Bancada de Oposição, deputado Silvio Costa Filho (PTB), sobre como serão os cortes adicionais, o secretário afirmou que o contingenciamento ainda está em fase de negociação.
Monteiro admitiu que, na segunda-feira, recebeu a lista de 35 das 60 Unidades Gestoras (UGs), – que inclui secretarias e órgãos -, as planilhas consolidadas informando onde e quanto cada uma vai cortar. Questionado sobre o valor a ser economizado pelas UGs, o secretário desconversou.

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