quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Lula redesenha tabuleiro eleitoral e Haddad confirma candidatura em São Paulo

                  O cenário político nacional começa a ganhar contornos mais definidos nos bastidores de Brasília. Em movimento estratégico para fortalecer sua base nos dois maiores colégios eleitorais do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula candidaturas consideradas-chave para o projeto de continuidade do governo federal.

Após meses descartando qualquer intenção de disputar o Palácio dos Bandeirantes, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou a aliados que poderá, sim, concorrer ao governo de São Paulo. A decisão, segundo interlocutores, teria sido motivada por um apelo direto do presidente, ao qual Haddad afirmou que jamais poderia recusar.

A eventual saída de Haddad da Esplanada deve ocorrer até o fim de março ou início de abril, abrindo caminho para que ele inicie a construção de sua pré-campanha. Internamente, o ministro é visto como herdeiro político de Lula e nome natural do Partido dos Trabalhadores para a sucessão presidencial em 2030.

Paralelamente, Lula também intensifica conversas com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), buscando fechar os últimos detalhes para que ele dispute o governo de Minas Gerais. A consolidação dessas duas candidaturas permitiria ao presidente montar palanques robustos em São Paulo e Minas — estados decisivos em qualquer eleição nacional.

Ao que tudo indica, o vice-presidente Geraldo Alckmin deve permanecer como companheiro de chapa de Lula em eventual tentativa de reeleição ao Palácio do Planalto.

O avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas de intenção de voto acendeu o alerta no governo. Integrantes do Planalto avaliam que houve erro estratégico ao não confrontar de forma mais incisiva o parlamentar, especialmente diante das acusações relacionadas ao caso das “rachadinhas”.

No campo adversário, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), enfrenta turbulências após divergências públicas com o secretário de Governo, Gilberto Kassab. A avaliação no PT é de que o momento político pode favorecer a entrada de Haddad na disputa estadual.

Outro movimento relevante envolve a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Ela deve deixar a Rede Sustentabilidade para se filiar ao PT e disputar uma vaga no Senado. A definição sobre a segunda candidatura ao Senado na chapa ainda permanece em aberto.

Com esse arranjo, Lula busca consolidar alianças estratégicas e fortalecer sua posição para os próximos embates eleitorais, redesenhando o mapa político nacional com foco nos estados mais decisivos do país. 

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