sexta-feira, 5 de abril de 2019

Bolsonaro teria deixado somente o “osso” para bancada pernambucana


           Segundo a jornalista Renata Bezerra em sua coluna (Folha Política), da Folha de Pernambuco, a bancada pernambucana se reuniu, anteontem, para tratar, entre outros assuntos, da recondução do coordenador, Augusto Coutinho, que exerce a missão ao lado do deputado federal Wolney Queiroz. Na ocasião, no entanto, uma lista com os cargos do Governo Federal disponíveis para Pernambuco circulou entre os parlamentares. Até mesmo nomes mais alinhados ao governo Bolsonaro hesitaram em aceitar as ofertas.

Em linhas gerais, há receio de deputados de fincarem o pé na base e também uma percepção, ainda, de que o Planalto estaria “escondendo o jogo” em relação aos espaços.

Havia, ali, centenas de cargos, mas deputados perceberam também que os espaços mais robustos como Codevasf, DNIT, Incra e Fundação Joaquim Nabuco estavam de fora. Codevasf teve, tradicionalmente, indicações do senador Fernando Bezerra Coelho, hoje, líder do governo no Senado. A Fundaj passou por indicações do ex-deputado federal Mendonça Filho.

Não houve quem mostrasse muito interesse nas vagas do governo. Sobretudo porque, quando o assunto chegou à ala pernambucana, a mesma coisa já havia ocorrido com quatro outras bancadas. Leia-se: estruturas maiores estavam ocultas na relação de ofertas. E os pernambucanos já estavam cientes. Preferiram não optar por nada, sob o risco de o governo seguir sem fazer a distribuição dos cargos na íntegra. Deputados de oposição presentes só observaram o debate, mas mesmo os governistas seguem na desconfiança. 

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