segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Pagamentos de funcionários fantasmas desviam R$ 500 mil na Câmara de Paulista


           Cerca de R$ 500 mil foram desviados da Câmara de Vereadores de Paulista, no Grande Recife, através de salários de funcionários fantasmas e diárias destinadas a eles, de acordo com a Polícia Civil. Nesta segunda (10), foi deflagrada a operação Chaminé II, que prendeu três pessoas envolvidas em lavagem de dinheiro e peculato, quando o servidor público se beneficia ilegalmente do cargo.

Ao todo, foram expedidos seis mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão, dos quais três foram cumpridos. Uma pessoa segue foragida. Entre os presos, está o irmão do vereador Iranildo Domicio de Lima, Ivan Domicio; uma ex-assessora do parlamentar, Paula Monteiro; além do ex-policial militar e motorista do vereador, Pedro Paulo, cujo sobrenome não foi divulgado. Este último foi preso com uma arma de fogo.

De acordo com o delegado Diego Pinheiro, da 2ª Delegacia do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco), foram sequestrados imóveis que, juntos, têm valor estimado de R$ 500 mil. As informações foram divulgadas durante a inauguração da sede desse novo departamento da Polícia Civil.
“Se trata de um apartamento e duas casas, todos em Paulista, que seriam do ex-presidente da Câmara dos Vereadores Iranildo Domicio de Lima, mas estavam em nome de terceiros, o que indica a lavagem de dinheiro. Esses bens teriam sido obtidos por meio dos desvios nos salários de funcionários fantasmas, que tinham cargos comissionados”, diz o delegado.

Iranildo havia sido alvo da Operação Chaminé I e era uma das cinco pessoas presas por suspeita de integrar uma organização criminosa que atuava na Câmara de Vereadores de Paulista. A ação investiga desvios em contratos para realização de obras em Paulista e foi deflagrada em agosto deste ano. Segundo a polícia, o ex-presidente da Câmara conseguiu liberdade provisória na Justiça cerca de uma semana antes da deflagração da segunda fase da operação. 

Segundo o delegado, ao todo, foram contratados oito funcionários que não trabalhavam na Câmara. Alguns deles sequer sabiam que tinham vínculo com o Poder Legislativo. Os integrantes se aproveitavam da baixa escolaridade das pessoas para pedir documentos e ‘contratá-los’. Alguns recebiam uma ajuda, como R$ 50, que o vereador dizia dar como ajuda de custo. Na verdade, era uma parte muito pequena do salário dessas pessoas.

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