quinta-feira, 8 de novembro de 2018

MPF e Polícia Federal abrem investigações sobre lista com ameaças a professores e estudantes da UFPE


            O que alguns chamam de novo tempo na política vem mostrando sua real face. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal em Pernambuco (MFP) anunciaram, na tarde desta quinta-feira (8), que vão abrir investigações sobre ameaças que alguns professores e estudantes da Universidade Federal de Pernambuco estão sofrendo dentro do campus no Recife. 

Panfletos distribuídos dentro da UFPE mostram uma lista com nomes de alunos e docentes intitulada de "Doutrinadores e alunos que serão banidos do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) em 2019". No fechamento, também é feita alusão ao presidente eleito Jair Bolsonaro: “o mito vem aí”. 

O MPF instaurou dois inquéritos, sendo um na esfera cível e outro na criminal. Os responsáveis pelas apurações são os procuradores da República Carolina de Gusmão Furtado (cível) e Fábio Holanda Albuquerque (criminal).

De acordo com o Ministério Público Federal, ainda foram solicitadas à UFPE, em ambas investigações, mais informações complementares sobre os fatos num prazo de até dez dias úteis. O Ministério Público pede que a universidade informe se já foram identificados eventuais responsáveis pela confecção dos panfletos, se ainda há materiais expostos ou sendo distribuídos nas dependências da instituição de ensino, se será oferecido acolhimento e suporte institucional aos discentes e docentes intimidados, bem como que indique quais foram as medidas adotadas para sanar as irregularidades. 

Apesar de aberto inquérito, a Polícia Federal não deu mais detalhes sobre o caso: "recebemos o expediente da UFPE sobre ameaças que estão ocorrendo contra alguns professores e alunos em documento apócrifo, vamos iniciar os procedimentos cabíveis mas não comentamos nem nos pronunciamos sobre investigações que estão em andamento", diz a nota emitida pela PF.

A investigação foi aberta após a UFPE formalizar um comunicado, no qual pediu esclarecimentos sobre o caso à polícia e ao Ministério Público Federal (MPF), nessa quarta-feira (7). A universidade também anunciou, por meio de nota, que abriu sindicância para apurar as ameaças.

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