Mostrando postagens com marcador POLÍCIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador POLÍCIA. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de junho de 2026

Operação da PF apura rombo bilionário em banco controlado por Edir Macedo

             A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (23), a Operação Miragem, que investiga um suposto esquema de fraude financeira envolvendo o Banco Digimais. A ação apura suspeitas de manipulação contábil e utilização de fundos de investimentos para ocultar prejuízos bilionários da instituição financeira.

Por determinação da Justiça, foi autorizado o bloqueio de aproximadamente R$ 670 milhões em bens e ativos ligados aos investigados. Entre os nomes citados nas investigações está o líder da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, apontado pela Polícia Federal como controlador da instituição financeira.

Apesar de figurar entre os investigados, Edir Macedo não foi alvo de mandados de busca e apreensão por residir fora do Brasil.

Segundo a PF, após assumir o controle do banco, a instituição passou a concentrar suas operações em crédito consignado e financiamento de veículos. Embora tenha registrado crescimento inicial, os investigadores afirmam que houve posteriormente uma forte deterioração financeira, com prejuízos expressivos.

As apurações apontam que, entre 2023 e 2024, o banco passou a oferecer Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rentabilidade superior a 110% do CDI. De acordo com a investigação, a estratégia estaria relacionada à necessidade de captação de recursos diante da fragilidade financeira da instituição.

A Polícia Federal também investiga uma exposição estimada em cerca de R$ 600 milhões do Banco Digimais a carteiras de crédito vinculadas ao Banco Master, cuja liquidação extrajudicial teria ampliado os riscos financeiros da operação.

Entre os alvos dos mandados de busca estão dirigentes e executivos ligados ao banco, incluindo o bispo João Urbaneja, seu filho Thiago Urbaneja, além dos executivos Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos e Rodrigo Ruggero.

A operação também alcançou representantes da gestora ID, responsável pela administração de fundos ligados ao Digimais. Os investigadores suspeitam que ativos desses fundos teriam sido sistematicamente superavaliados para mascarar a real situação financeira da instituição.

A Operação Miragem segue em andamento e busca reunir provas para esclarecer a extensão das supostas irregularidades. Até o momento, os investigados não haviam se pronunciado oficialmente sobre as acusações.

A Polícia Federal ressalta que as investigações ainda estão em curso e que os envolvidos têm garantido o direito à ampla defesa e ao contraditório.

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Homem é condenado a 20 anos por tentativa de feminicídio contra ex-companheira no Recife

Réu já havia sido condenado pelo assassinato da mesma vítima e voltou a fazer ameaças durante julgamento

O Tribunal do Júri do Recife condenou, nesta quarta-feira (3), Jorge Bezerra da Silva a 20 anos de reclusão em regime inicialmente fechado pela tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira, Priscila Monique Laurindo da Silva. A sentença foi proferida pela juíza Danielle Christine Silva Melo, da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

O crime ocorreu em abril de 2021, cerca de nove meses antes do feminicídio consumado que vitimou Priscila em janeiro de 2022. Pelo assassinato da ex-companheira, Jorge já havia sido condenado, em julho de 2025, a 29 anos e 8 meses de prisão.

Durante o julgamento desta semana, os jurados reconheceram que a tentativa de homicídio foi praticada por motivo torpe, em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e sem que a vítima tivesse possibilidade de defesa.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Jorge não aceitava o fim do relacionamento e descumpriu medidas protetivas determinadas pela Justiça. Na época, ele utilizava tornozeleira eletrônica, mas rompeu o equipamento para ir até a residência onde Priscila estava abrigada.

De acordo com os autos do processo, Priscila estava na casa da mãe segurando nos braços a filha recém-nascida do casal quando foi surpreendida pelo agressor.

Armado com uma faca, Jorge desferiu diversos golpes contra a ex-companheira. Durante o ataque, a criança também foi atingida em uma das mãos. Conforme a investigação, ferimentos mais graves foram evitados porque a mãe utilizou o próprio corpo para proteger a filha.

A vítima sofreu múltiplas lesões, perdeu grande quantidade de sangue e precisou ser socorrida inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Caxangá, sendo posteriormente transferida para o Hospital da Restauração.

O crime não foi consumado naquele momento porque familiares começaram a pedir socorro e a mobilizar pessoas próximas, fazendo com que o agressor fugisse do local.

O caso julgado nesta quarta-feira é considerado um dos episódios mais graves de um histórico de violência que culminou no assassinato de Priscila meses depois.

A condenação reforça o entendimento da Justiça de que a violência doméstica costuma apresentar sinais progressivos e que o descumprimento de medidas protetivas representa elevado risco para as vítimas.

Um fato que chamou atenção durante o julgamento foi o registro de novas ameaças atribuídas ao réu.

Segundo a juíza Danielle Christine Silva Melo, Jorge Bezerra ameaçou de morte Vitória da Silva Souza, irmã de Priscila e testemunha do processo, durante a própria sessão do Tribunal do Júri.

O episódio foi registrado na sentença e evidencia, segundo a magistrada, a persistência do comportamento violento do condenado mesmo durante o julgamento.

Com a nova condenação, Jorge Bezerra acumula penas que ultrapassam 49 anos de prisão pelos crimes cometidos contra a ex-companheira e sua família. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Deolane e Marcola são indiciados por lavagem de dinheiro e organização criminosa

             A influenciadora digital Deolane Bezerra e Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como principal liderança da facção criminosa PCC, foram indiciados pela Polícia Civil de São Paulo pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Vérnix.

A investigação apura a movimentação de aproximadamente R$ 327 milhões por meio de uma transportadora de valores sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista. Segundo os investigadores, a empresa estaria ligada a operações financeiras supostamente utilizadas para ocultação de recursos atribuídos à facção criminosa.

Além de Deolane e Marcola, outras cinco pessoas foram indiciadas. Entre elas estão familiares do líder da organização criminosa e empresários apontados pela polícia como participantes do suposto esquema financeiro investigado.

De acordo com a Polícia Civil, empresas vinculadas à influenciadora teriam movimentado cerca de R$ 140 milhões entre os anos de 2022 e 2024. Os investigadores também citam a exposição frequente de bens de alto valor nas redes sociais como um dos elementos analisados durante a apuração.

A corporação sustenta que existe a necessidade de aprofundar a análise sobre a compatibilidade entre o patrimônio ostentado e os rendimentos oficialmente declarados pelos investigados. No entanto, o indiciamento não representa condenação e o caso seguirá para avaliação do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Em nota e por meio de manifestações públicas, Deolane Bezerra negou qualquer vínculo com o PCC e afirmou que não possui participação em atividades criminosas. “Não sou bandida”, declarou a influenciadora após a operação policial.

Marcola também contestou as conclusões da investigação. Segundo informações divulgadas pela defesa, ele afirmou não conhecer Deolane Bezerra e declarou indignação diante das acusações apresentadas pela Polícia Civil.

A Operação Vérnix continua em andamento e novas diligências poderão ser realizadas para aprofundar a apuração sobre a origem e o destino dos recursos financeiros investigados.

O caso ganha grande repercussão nacional por envolver uma das maiores influenciadoras digitais do país e o nome apontado pelas autoridades como principal liderança da maior facção criminosa do Brasil. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Operação policial mira presidente da Câmara do Jaboatão e ex-prefeito de Ribeirão em investigação sobre duplo homicídio

              Uma operação conjunta da Polícia Civil do Ceará com apoio da Polícia Civil de Pernambuco cumpriu, nesta quinta-feira (28), mandados de busca e apreensão contra o presidente da Câmara Municipal do Jaboatão dos Guararapes, Getúlio Belém (PL), e o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Ribeirão, Clóvis Paiva (ex-PP).

A investigação apura possíveis ligações dos dois agentes políticos com um pernambucano apontado como mandante de um duplo homicídio ocorrido em abril de 2025, na Praia do Futuro, em Fortaleza, no Ceará.

Segundo o delegado da Polícia Civil do Ceará, Ícaro Coelho, o principal alvo da operação é Dinailton Tavares Pereira, natural de Petrolândia, preso nesta quinta-feira na cidade de Guarulhos, em São Paulo. De acordo com as investigações, ele seria o mandante do crime.

Em Pernambuco, os mandados foram cumpridos na residência de Getúlio Belém, localizada na Reserva do Paiva, além da sede da Câmara Municipal do Jaboatão dos Guararapes.

Durante a ação, segundo relato da polícia, o presidente da Câmara teria tentado danificar um aparelho celular ao jogá-lo pela janela no momento do cumprimento da ordem judicial. Apesar da tentativa, o dispositivo foi recuperado e apreendido pelos investigadores.

No caso do ex-prefeito Clóvis Paiva, os policiais realizaram buscas em um imóvel localizado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Inicialmente, a operação previa apenas o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Contudo, durante a ação, os agentes encontraram uma arma adulterada.

Diante da situação, Clóvis Paiva foi conduzido à Delegacia da Boa Vista, no Recife. Conforme a legislação, o porte ou posse de arma adulterada é considerado crime inafiançável.

O ex-deputado afirmou aos policiais que mantinha a arma para defesa pessoal. Ele deverá passar por audiência de custódia nas próximas horas.

A operação reforça o avanço das investigações sobre o duplo homicídio registrado na Praia do Futuro e amplia a repercussão política do caso em Pernambuco e no Ceará. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Vídeo da PF mostra mala cheia de notas de R$ 200 em fraude bilionária contra o INSS

Nova fase autorizada pelo STF cumpre 31 mandados em três estados e no DF; esquema contra aposentados do INSS já acumula prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões.

Um vídeo impactante gravado pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (27) revelou o rastro financeiro de um dos maiores esquemas de fraude previdenciária recentes do país. As imagens capturaram o exato momento em que agentes federais localizam e fiscalizam uma mala abarrotada de dinheiro em espécie. A apreensão ocorreu durante a nova fase da Operação Sem Desconto, que mira o desconto indevido em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A bagagem, aberta pelos agentes, guardava diversos sacos plásticos contendo pelo menos cinco malotes fechados, todos preenchidos com cédulas de R$ 200. A PF ainda trabalha na contabilidade do material e não divulgou o montante total apreendido.

A operação ganhou tração com o cumprimento de 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico (tornozeleira), expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O cerco se estende por Pernambuco, São Paulo, Paraíba e Distrito Federal.

O foco da corporação nesta fase é asfixiar a estrutura financeira da organização criminosa, aprofundando investigações sobre:

Crimes contra a administração pública;

Estelionato previdenciário;

Ocultação e dilapidação patrimonial (lavagem de dinheiro).

O histórico do esquema impressiona pelo volume. Esta ação é um desdobramento direto da Operação Indébito, deflagrada em março deste ano pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), que já havia resultado em prisões no Ceará e no DF.

De acordo com os relatórios de inteligência, as entidades sob investigação realizavam descontos irregulares diretamente na folha de pagamento de idosos e pensionistas que, muitas vezes, sequer notavam o desfalque. Entre os anos de 2019 e 2024, a fraude movimentou e causou um prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões.

As investigações continuam para identificar outros beneficiários do esquema e rastrear o destino dos ativos desviados. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Deolane Bezerra é presa em operação que investiga lavagem de dinheiro do PCC

               A influenciadora digital e advogada pernambucana Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante o desdobramento da Operação Vérnix, ação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A operação também mira Marco Herbas Camacho, conhecido como “Marcola”, preso desde 1999, além do irmão dele, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos que, segundo a polícia, estão fora do país. Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva.

De acordo com as investigações, uma transportadora de cargas localizada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, seria utilizada pela facção criminosa para movimentações financeiras suspeitas.

Além de Deolane, o influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, apontado como filho de consideração da advogada, e um contador também são alvos de mandados de busca e apreensão. Policiais cumpriram diligências na residência da influenciadora em Barueri, na Grande São Paulo, e em outros imóveis ligados a ela.

Antes da prisão, Deolane esteve em Roma, na Itália, e chegou a integrar a lista de Difusão Vermelha da Interpol. Ela retornou ao Brasil na última quarta-feira (20).

Segundo os investigadores, a Operação Vérnix teve início em 2019 e passou a concentrar apurações sobre a influenciadora após a identificação de depósitos considerados suspeitos e movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos oficialmente declarados entre os anos de 2018 e 2021.

As autoridades afirmam que foram realizados mais de 50 depósitos, totalizando aproximadamente R$ 700 mil. A fragmentação das transferências teria sido utilizada para dificultar o rastreamento da origem dos recursos.

Um homem residente na Bahia foi identificado como suposto “laranja” responsável pelo envio de parte dos valores investigados. A polícia suspeita que contas de terceiros eram utilizadas para ocultar a verdadeira origem do dinheiro.

Ainda conforme a investigação, os valores movimentados não teriam sido declarados oficialmente. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões ligados ao caso.

Deolane Bezerra ganhou notoriedade nacional nas redes sociais e também esteve no centro de outras investigações recentes. Em 2024, ela chegou a cumprir prisão temporária em Pernambuco, incluindo passagem pela penitenciária feminina de Buíque. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Polícia Federal rejeita proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro

                A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão já foi comunicada aos advogados do empresário e ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do chamado caso Master.

Apesar da negativa da PF, a Procuradoria-Geral da República ainda poderá analisar a proposta de forma independente. O acordo vinha sendo negociado em conjunto entre a Polícia Federal e a PGR, mas até o momento o órgão não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

Segundo investigadores, o material entregue pela defesa acrescenta poucas informações ao que já havia sido apurado pela corporação. A avaliação interna é de que Vorcaro estaria tentando proteger pessoas próximas durante as negociações da colaboração.

As investigações ganharam novos desdobramentos após a apreensão de mais de oito celulares do banqueiro. De acordo com a perícia inicial realizada em parte dos aparelhos, a PF identificou indícios de que o suposto esquema investigado ultrapassa fraudes financeiras, envolvendo também suspeitas de corrupção, organização criminosa e utilização de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilosos.

Nesta terça-feira (19), após solicitação da própria Polícia Federal, Daniel Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da PF, em Brasília. A partir de agora, o empresário ficará submetido às normas internas da corporação, inclusive no que diz respeito ao recebimento de visitas de advogados.

Antes da transferência, o banqueiro permanecia em uma sala no modelo de “Estado-Maior”, espaço que também foi utilizado para a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.

Daniel Vorcaro havia sido transferido, em 19 de março, da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal, localizada no centro da capital federal. Um dia antes da mudança, a defesa do banqueiro procurou a PF para informar o interesse do empresário em firmar um acordo de delação premiada.

Na mesma data, Vorcaro assinou um termo de confidencialidade, iniciando oficialmente as negociações para colaboração. No início deste mês, os advogados concluíram os anexos da proposta, entregando o conteúdo às autoridades por meio de um pen drive.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal e acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook 

domingo, 17 de maio de 2026

PF prende foragido da Operação Compliance Zero em Dubai com apoio da Interpol

             A Polícia Federal do Brasil prendeu, neste sábado (16), um dos foragidos da 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

O investigado, Victor Lima Sedlmaier, foi localizado e detido no aeroporto de Dubai, em uma ação conjunta que contou com apoio da Interpol e das autoridades locais. Ele já foi transferido para o Brasil, desembarcando no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Segundo as investigações, Victor Lima seria integrante do grupo conhecido como “Os Meninos”, apontado como uma estrutura paralela de vigilância e intimidação com atuação por meio de hackers.

A operação também resultou, na última quinta-feira (14), na prisão do empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dentro do mesmo conjunto de investigações.

De acordo com a Polícia Federal, dois alvos seguem foragidos: o policial federal aposentado Sebastião Monteiro Júnior e David Henrique Alves, apontado como líder do grupo “Os Meninos”.

Em depoimento, Victor Lima afirmou que prestava serviços a David Henrique Alves desde julho de 2024, tendo sido apresentado ao grupo por meio de um parente. Ele relatou atuação na área de manutenção de computadores e no desenvolvimento de software com uso de inteligência artificial.

A Operação Compliance Zero segue em andamento e apura a existência de uma rede estruturada com atuação em crimes financeiros e digitais. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Contrato aponta Eduardo Bolsonaro como produtor-executivo de filme sobre Jair Bolsonaro

               O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atuou como produtor-executivo do filme biográfico “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação consta em contrato e em diálogos obtidos pelo Intercept Brasil e derruba mais uma narrativa dos Bolsonaro sobre o dinheiro de Vorcaro.

Os documentos indicam que Eduardo teve atribuições diretas na gestão financeira e estratégica do projeto audiovisual, o que contraria declarações feitas por ele em publicação nas redes sociais, nas quais afirmou ter apenas cedido direitos de imagem, sem exercer funções de gestão.

O contrato de produção, datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente em janeiro de 2024, aponta a empresa GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos, como responsável pela produção do filme. O documento também lista Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) como produtores-executivos.

A função atribuída aos produtores inclui participação em decisões estratégicas relacionadas ao financiamento do longa, elaboração de materiais para investidores e atuação na captação de recursos, incluindo incentivos fiscais, patrocínios e parcerias comerciais.

Segundo o conteúdo revelado, Eduardo Bolsonaro teria atuado diretamente na articulação financeira do projeto. Uma troca de mensagens entre o empresário Thiago Miranda e o banqueiro Daniel Vorcaro, datada de março de 2025, reforça essa atuação. Na conversa, Miranda encaminha uma mensagem atribuída a Eduardo solicitando orientações para dar continuidade a ajustes contratuais relacionados à produção.

Apesar das atribuições detalhadas no contrato, não há confirmação pública sobre quais funções foram efetivamente desempenhadas por cada um dos envolvidos ao longo do desenvolvimento do filme.

O caso levanta questionamentos sobre a participação de figuras políticas em projetos audiovisuais de cunho biográfico e sobre a transparência na captação de recursos para esse tipo de produção.

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

quinta-feira, 14 de maio de 2026

PF prende pai de Daniel Vorcaro em nova fase de operação que apura fraudes e organização criminosa

              A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (14), uma nova fase da Operação Compliance Zero e prendeu Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A prisão ocorreu no município de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Henrique Vorcaro é um dos alvos de sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF nesta etapa da investigação, que apura a atuação de uma suposta organização criminosa ligada a fraudes financeiras e práticas ilegais de obtenção de informações.

De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de envolvimento em ações de intimidação, coerção, invasão de dispositivos informáticos e acesso indevido a dados sigilosos. A operação também tem como foco pessoas ligadas a Luiz Phillipi Mourão, apontado como operador central do esquema e identificado nas apurações pelo apelido de “Sicário”.

A Polícia Federal afirma que os investigados integrariam núcleos organizados conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”. Segundo os investigadores, “A Turma” seria responsável por uma estrutura paralela de vigilância e intimidação, supostamente vinculada ao entorno de Daniel Vorcaro. A denominação aparece em mensagens interceptadas ao longo da apuração.

Ainda conforme a PF, Henrique Vorcaro teria papel relevante na engrenagem do grupo, sendo apontado como responsável por demandar serviços e realizar pagamentos aos integrantes dos núcleos investigados. As autoridades sustentam que, nesses ambientes, eram articuladas práticas de coação e vazamento de informações.

A operação segue em andamento e, segundo a Polícia Federal, novas diligências poderão ser realizadas para aprofundar a apuração dos fatos e identificar outros possíveis envolvidos no esquema. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Brasileira é resgatada de cárcere no exterior após ação da Polícia Federal de Pernambuco

              Uma operação articulada internacionalmente resultou no resgate de uma brasileira de 38 anos que estava sendo mantida em cárcere privado no Suriname. A ação foi coordenada pela Polícia Federal do Brasil, por meio do Núcleo de Cooperação Internacional da Superintendência Regional em Pernambuco, com apoio de agentes destacados no país sul-americano.

De acordo com as investigações, a vítima foi atraída ao exterior mediante uma falsa promessa de emprego. Ao chegar ao destino, no entanto, teve sua liberdade cerceada e passou a ser submetida a um esquema criminoso de tráfico internacional de drogas. Segundo apuração da PF, ela era coagida a ingerir cápsulas contendo cocaína, que seriam transportadas para países da Europa.

O caso evidencia o modus operandi de organizações criminosas que atuam no aliciamento de pessoas em situação de vulnerabilidade, utilizando propostas enganosas para inseri-las em redes de tráfico internacional. A prática, considerada extremamente perigosa, coloca em risco a vida das vítimas, devido à possibilidade de rompimento das cápsulas no organismo.

O resgate foi possível após intercâmbio de informações entre a Polícia Federal no Brasil e a Adidância da corporação no Suriname, estrutura responsável por intermediar ações de cooperação internacional. A articulação permitiu identificar a localização da vítima e viabilizar a intervenção das autoridades locais.

Após a operação, foram iniciadas tratativas diplomáticas para garantir o retorno seguro da brasileira ao país. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o estado de origem da vítima, apesar de tentativas de contato feitas por veículos de imprensa junto à Polícia Federal.

As investigações continuam, com o objetivo de identificar e responsabilizar os integrantes da organização criminosa envolvida no aliciamento, sequestro e exploração da vítima. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Esquema milionário de sonegação em Pernambuco usou dezenas de empresas fantasmas

             Uma complexa engrenagem de fraude fiscal, sustentada por um sistema contínuo de criação e abandono de empresas, está no centro das investigações da Operação Cortina de Fumaça, que apura um esquema de sonegação fiscal em Pernambuco com prejuízo estimado em mais de R$ 132 milhões aos cofres públicos estaduais.

De acordo com a Secretaria da Fazenda de Pernambuco, o grupo criminoso operava com uma estratégia sofisticada baseada na utilização de empresas de fachada, conhecidas como “laranjas”, para ocultar a real movimentação financeira e evitar o pagamento de tributos. Ao longo de uma década, ao menos 36 empresas foram utilizadas no esquema, com atuação concentrada no Ceasa do Recife e em estabelecimentos comerciais de Caruaru, no Agreste do estado.

Segundo o diretor-geral de Operações Estratégicas da Sefaz-PE, Antônio Emery, o modelo adotado pelo grupo consistia em uma sucessão empresarial fraudulenta. Empresas eram abertas em nome de terceiros e, ao acumularem dívidas tributárias elevadas, eram simplesmente abandonadas, dando lugar a novas pessoas jurídicas, registradas em nome de outros “laranjas”.

“Tratava-se de um mecanismo contínuo. Quando a carga tributária tornava a empresa inviável, ela era descartada, e uma nova era criada para manter o esquema ativo”, explicou.

As investigações apontam que os chamados “laranjas” incluíam funcionários, colaboradores do comércio e até familiares dos envolvidos. Em um dos casos, um garçom foi formalmente registrado como proprietário de uma empresa que acumulou dívida superior a R$ 3 milhões.

O delegado Breno Varejão, responsável pelo caso no âmbito do Departamento de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária, destacou que, até o momento, não há indícios de uso indevido de dados pessoais, indicando que os envolvidos tinham conhecimento do esquema.

Além da evasão fiscal, as empresas eram utilizadas para a emissão de notas fiscais sem lastro comercial, com o objetivo de gerar créditos tributários fictícios, ampliando os ganhos ilícitos do grupo.

A atuação criminosa não se restringia à capital e ao Agreste. Segundo as autoridades, o esquema também alcançava municípios como Camaragibe e Bezerros, evidenciando a capilaridade da organização.

O Ministério Público de Pernambuco informou que os investigados poderão responder por uma série de crimes, incluindo sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, falsificação de documentos e ocultação de bens.

As investigações seguem em andamento, com novas diligências previstas para aprofundar o rastreamento financeiro e identificar outros possíveis envolvidos no esquema. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

quinta-feira, 7 de maio de 2026

PF deflagra Operação e mira senador Ciro Nogueira por suspeita de vantagens indevidas

             A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (7), mais uma etapa da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Entre os principais alvos da ação está o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas.

De acordo com as investigações, agentes federais cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar em Brasília e no Piauí. O irmão dele, Raimundo Nogueira, também é alvo das diligências. Ao todo, a operação mobiliza o cumprimento de 10 mandados de busca e um de prisão temporária, além de medidas de bloqueio de bens que somam aproximadamente R$ 18,85 milhões.

A decisão que autorizou a ofensiva foi expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso. Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o senador teria atuado em favor de interesses privados do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em troca de vantagens econômicas indevidas.

Relatórios da investigação apontam que Ciro Nogueira seria o “destinatário central” dos benefícios financeiros supostamente pagos no esquema. Os investigadores indicam ainda que o parlamentar teria utilizado o mandato para favorecer o banco, incluindo a apresentação de emendas legislativas alinhadas aos interesses da instituição.

A operação também resultou na prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro, realizada em Minas Gerais. Ele é apontado como operador financeiro no esquema investigado.

Ainda conforme apurado, mensagens analisadas pela PF sugerem a existência de pagamentos mensais recorrentes ao senador, com valores que teriam chegado a R$ 500 mil. As conversas indicam cobranças por atrasos nos repasses e negociações sobre os montantes transferidos.

A nova fase da Operação Compliance Zero amplia o alcance das investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo agentes públicos e o sistema financeiro, reforçando o foco das autoridades no combate à corrupção e ao uso indevido de cargos públicos para obtenção de vantagens. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook