As
mensagens teriam sido enviadas a um grupo privado com 12 pessoas, dois dias
antes do primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro. Em uma das
conversas, divulgada pela TV Anhanguera, a médica escreveu: “Quem estiver na
enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista”.
Segundo
a emissora, outros integrantes do grupo reagiram com risadas, enquanto um deles
respondeu: “Combinado”.
A
Procuradoria Regional Eleitoral em Goiás (PRE-GO) solicitou a investigação do
episódio ao Ministério Público Eleitoral. O órgão também informou ter adotado
medidas preventivas para garantir o livre exercício do voto no segundo turno
das eleições.
A
apuração deverá avaliar o contexto das mensagens e se houve, de fato, qualquer
interferência no atendimento ou na alta de pacientes por motivação
político-partidária.
Em
nota, o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara afirmou que não
adota posicionamento político-partidário e ressaltou que as mensagens foram
compartilhadas em um grupo privado, não representando, segundo a instituição, a
posição da administração.
A
direção informou ainda que adotará os procedimentos internos necessários para
apurar os fatos, garantindo o contraditório e a adequada instrução do caso. Se
forem identificadas condutas incompatíveis com as normas institucionais e
profissionais, poderão ser tomadas as medidas cabíveis.
O
hospital reforçou que seu compromisso é oferecer atendimento impessoal,
humanizado, ético e tecnicamente orientado, assegurando tratamento igualitário
a todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
O afastamento ocorre enquanto o caso é apurado pelas autoridades competentes, sem que isso represente, neste momento, conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade da profissional.
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