quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Mais de um mês após ameaças de morte e estupro, deputada eleita do PT segue sem respostas sobre investigação

Ana Elisa Santos Silva, eleita deputada federal por Minas Gerais, denunciou mensagens com ataques racistas e ameaças contra ela e familiares; Polícia Civil afirma que o caso continua em apuração.

Mais de um mês após denunciar ameaças de morte, estupro e ataques racistas, a deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa Santos Silva (PT) ainda aguarda informações sobre a identificação do responsável pelas mensagens. Nesta quinta-feira (8), a Polícia Civil de Minas Gerais (PC-MG) informou que a investigação permanece em andamento, sem divulgar novos detalhes.

As ameaças foram enviadas por e-mail em 5 de setembro, quando Ana Elisa ainda disputava uma vaga na Câmara dos Deputados. De acordo com a equipe jurídica da parlamentar, o autor das mensagens afirmou integrar um grupo supremacista branco e citou informações pessoais da candidata e de familiares, em uma tentativa de demonstrar que sabia como localizá-los.

O conteúdo incluía ofensas racistas e ameaças explícitas de violência sexual e morte. Após a apresentação de capturas de tela dos e-mails, o caso foi registrado inicialmente como ameaça e injúria racial. Segundo a equipe da petista, ela já havia recebido anteriormente uma mensagem com conteúdo semelhante.

A denúncia foi encaminhada às autoridades responsáveis pela apuração de possíveis crimes eleitorais. Para a equipe jurídica da candidata, o episódio também pode configurar violência política de gênero, considerando o contexto eleitoral e a natureza das ameaças.

Na ocasião, os advogados informaram ter adotado medidas policiais e judiciais para tentar identificar o responsável. Por razões de segurança, a equipe optou por não divulgar integralmente o conteúdo das mensagens.

O caso repercutiu durante a campanha eleitoral e provocou manifestações de solidariedade de políticos e candidatos. Entre eles, o então candidato ao governo de Minas Gerais Cleitinho Azevedo, que cobrou a identificação e a prisão do autor das ameaças.

Apesar da repercussão e da gravidade das denúncias, a Polícia Civil ainda não informou se identificou o autor dos e-mails, se cumpriu medidas investigativas ou se existem suspeitos formalmente apontados.

Em nota, a corporação limitou-se a afirmar que o caso segue em apuração e que novas informações serão divulgadas caso haja avanços na investigação.

Enquanto aguarda respostas, Ana Elisa permanece sem informações públicas conclusivas sobre a identificação do responsável pelas ameaças denunciadas durante o período eleitoral. 

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