sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Lula leva defesa do fim da escala 6x1 às ruas e cobra prisão de acusados por rombo no BRB

Em caminhada em Ceilândia, presidente reforçou proposta de dois dias de descanso semanal, defendeu a soberania nacional e criticou adversários políticos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou o fim da escala de trabalho 6x1 no centro de sua primeira agenda de rua no segundo turno da campanha eleitoral. Nesta sexta-feira (9), durante uma caminhada em Ceilândia, no Distrito Federal, ao lado de Leandro Grass, candidato petista ao governo distrital, Lula defendeu a redução da jornada semanal e cobrou a responsabilização dos envolvidos no rombo bilionário relacionado ao Banco de Brasília (BRB).

Diante dos apoiadores, o presidente associou a mobilização à proposta de garantir aos trabalhadores cinco dias de atividade e dois de descanso por semana, em substituição ao modelo de seis dias trabalhados para um de folga.

“Essa é a passeata que quer reduzir a jornada de trabalho, para as pessoas trabalharem cinco dias e descansar dois, fim da escala 6x1”, declarou Lula.

Além da pauta trabalhista, Lula voltou a abordar as suspeitas de irregularidades envolvendo o BRB e cobrou a punição dos responsáveis, com a recuperação dos recursos apontados como desviados.

“Essa é a passeata daqueles que querem prender os ladrões do BRB e devolver o dinheiro roubado, R$ 12 bilhões”, afirmou.

A declaração foi feita em meio às investigações sobre operações financeiras envolvendo o banco público do Distrito Federal e o Banco Master. A responsabilização criminal dos envolvidos, porém, depende da apuração dos fatos e das decisões das autoridades competentes.

Durante o ato, Lula também recorreu ao discurso de defesa da soberania nacional e das riquezas brasileiras. O presidente afirmou que sua campanha representa os que defendem os interesses do país e estabeleceu um contraste político com seus adversários.

“Essa é a bandeira daqueles que querem o Brasil soberano”, disse, ao criticar o que classificou como alinhamento de opositores aos interesses norte-americanos.

Na sequência, Lula reforçou que os recursos naturais e as riquezas nacionais devem beneficiar a população brasileira.

“Nós queremos dizer em alto e bom som: o Brasil e as riquezas do Brasil são do povo brasileiro”, declarou.

A caminhada em Ceilândia reuniu as principais linhas do discurso petista para o segundo turno: mudanças nas relações de trabalho, combate às irregularidades financeiras e defesa da autonomia econômica do país. 

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