Advogado
Weryd Simões afirma que parlamentar compareceu espontaneamente ao GOE e garante
que ele cumprirá a determinação judicial após conhecer o teor do documento.
A
defesa do deputado estadual eleito por Pernambuco Emerson Freitas (MDB)
afirmou, nesta sexta-feira (30), que ainda não teve acesso à decisão judicial
que decretou a prisão preventiva do influenciador. A manifestação foi feita
pelo advogado Weryd Simões, durante entrevista à imprensa, após a repercussão
da ordem expedida pela Justiça pernambucana.
Segundo
o advogado, Emerson tomou conhecimento da existência de um inquérito conduzido
pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) e compareceu pessoalmente à unidade
policial em 15 de outubro, colocando-se à disposição das autoridades.
De
acordo com Simões, o deputado eleito forneceu endereço, telefone e e-mail, e a
defesa afirma possuir documentos que comprovariam o comparecimento.
“Quando nós tomamos conhecimento de que existia um
inquérito no GOE, ele compareceu pessoalmente à sede do GOE, se colocou à
disposição, informou endereço, telefone, e-mail. Nós temos prova disso. Por que
ele não foi intimado?”, questionou
o advogado.
Weryd
Simões declarou que, apesar de a procuração da defesa estar juntada ao processo
desde 15 de outubro, os advogados ainda não haviam conseguido acesso à decisão
judicial. Segundo ele, já haviam transcorrido 15 dias sem que o documento fosse
disponibilizado à equipe jurídica.
O
advogado também criticou as circunstâncias da divulgação das informações sobre
o caso e afirmou que a decisão representa uma tentativa de “sepultar uma
reputação de alguém que foi reconhecido pela sociedade”.
Questionado
sobre o cumprimento da ordem judicial, Simões afirmou que Emerson deverá se
apresentar à Justiça assim que a defesa tiver conhecimento do conteúdo da
decisão.
“Ele vai cumprir a decisão judicial assim que ele tiver
acesso à decisão judicial, isso eu posso lhe garantir. Agora é impossível
cumprir uma decisão judicial que nós não tomamos conhecimento”, declarou.
A
prisão preventiva de Emerson Freitas foi decretada na quinta-feira (29), pela
15ª Vara Criminal da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), em
investigação relacionada a uma suspeita de extorsão.
A
decisão judicial também envolve Rizelly da Silva Santos. Conforme informações
divulgadas pela imprensa, a medida ocorreu no contexto do recebimento de
denúncia apresentada pelo Ministério Público de Pernambuco.
Emerson
responde a processo por suspeita de extorsão. A investigação ganhou repercussão
após denúncias de que ele teria se passado por policial militar para enganar
uma mulher vítima de violência doméstica.
No
início de 2026, o influenciador tornou-se réu em um processo relacionado ao
episódio. Segundo reportagem da Marco Zero Conteúdo, ele teria se apresentado à
vítima como “sargento Emerson”, vinculado à Casa Civil, além de afirmar ser
homem de confiança da governadora Raquel Lyra e da vice-governadora Priscila
Krause.
Durante
as investigações, a Polícia Civil realizou buscas em endereço ligado ao
investigado e apreendeu, entre outros itens, munições de uso restrito, um
distintivo policial e um gorro da Polícia Militar.
Emerson Freitas foi eleito deputado estadual pelo MDB nas eleições de 2026, com 49.254 votos. A posse dos novos parlamentares da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) está prevista para fevereiro de 2027.
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