sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Estudantes da EREM Senador Vitorino Freire anunciam mobilização de três dias em Arcoverde

Protesto está previsto para 4, 5 e 6 de novembro e cobra soluções para problemas de climatização e abastecimento de água; estudantes defendem união de comunidades escolares por melhores condições de ensino.

Estudantes da EREM Senador Vitorino Freire, em Arcoverde, anunciaram uma mobilização coletiva para os dias 4, 5 e 6 de novembro, em defesa de melhorias nas condições de funcionamento da unidade. O movimento tem como principais reivindicações a solução dos problemas relacionados à climatização das salas de aula e a garantia de condições adequadas para o desenvolvimento das atividades escolares.

Em nota oficial divulgada no dia 29 de outubro, os alunos afirmaram que a iniciativa ocorre diante de dificuldades enfrentadas diariamente, especialmente em razão das altas temperaturas e do funcionamento inadequado dos aparelhos de ar-condicionado. Segundo os estudantes, as reivindicações vêm sendo apresentadas há meses, sem que, até o momento da publicação da nota, houvesse uma solução considerada efetiva pelo grupo.

Os alunos ressaltam que a mobilização tem caráter estudantil, pacífico e sem finalidade político-partidária. O objetivo, segundo o posicionamento, é cobrar providências, defender o direito à educação em condições dignas e acompanhar o cumprimento das medidas anunciadas.

Em nota de esclarecimento, a Gerência Regional de Educação do Sertão do Moxotó-Ipanema (GRE-SMI) informou que equipes técnicas estiveram presencialmente na escola, reunindo-se com o grêmio estudantil e representantes de classe para ouvir as demandas.

Sobre a climatização, a Gerência afirmou que a escola já dispõe dos equipamentos de ar-condicionado adquiridos e que o processo de adequação da rede elétrica e instalação segue em andamento, por etapas consideradas necessárias à segurança. Segundo a GRE, o cronograma está sendo acompanhado prioritariamente, em alinhamento com a equipe de obras e a empresa responsável.

Em relação ao abastecimento de água, a Gerência declarou que o problema registrado naquela semana havia sido solucionado e que o fornecimento estava regularizado.

A GRE-SMI também reafirmou compromisso com a transparência, o diálogo com a comunidade escolar e a busca por um ambiente de ensino acolhedor, seguro e estruturado.

Em uma nota de contraponto, os estudantes afirmaram reconhecer os esclarecimentos apresentados pela Gerência, mas defenderam a necessidade de medidas concretas, prazos e resultados que possam ser acompanhados pela comunidade escolar.

O grupo declarou que as reivindicações não começaram agora e que, desde o ano anterior, busca diálogo e providências. Os alunos também destacaram que outras comunidades escolares enfrentam dificuldades semelhantes e precisam ter suas demandas ouvidas.

“Não queremos lutar sozinhos. Queremos unir forças, compartilhar nossas reivindicações e cobrar condições dignas para estudantes e profissionais da educação”, afirmam os estudantes, ao convocar grêmios, alunos e comunidades escolares a se juntarem à mobilização nos dias 4, 5 e 6 de novembro.

O movimento afirma que pretende manter o caráter pacífico e coletivo, com foco no direito dos estudantes e dos profissionais da educação a ambientes adequados. 

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