Protesto
está previsto para 4, 5 e 6 de novembro e cobra soluções para problemas de
climatização e abastecimento de água; estudantes defendem união de comunidades
escolares por melhores condições de ensino.
Estudantes
da EREM Senador Vitorino Freire, em Arcoverde, anunciaram uma mobilização
coletiva para os dias 4, 5 e 6 de novembro, em defesa de melhorias nas
condições de funcionamento da unidade. O movimento tem como principais
reivindicações a solução dos problemas relacionados à climatização das salas de
aula e a garantia de condições adequadas para o desenvolvimento das atividades
escolares.
Em
nota oficial divulgada no dia 29 de outubro, os alunos afirmaram que a
iniciativa ocorre diante de dificuldades enfrentadas diariamente, especialmente
em razão das altas temperaturas e do funcionamento inadequado dos aparelhos de
ar-condicionado. Segundo os estudantes, as reivindicações vêm sendo
apresentadas há meses, sem que, até o momento da publicação da nota, houvesse
uma solução considerada efetiva pelo grupo.
Os
alunos ressaltam que a mobilização tem caráter estudantil, pacífico e sem
finalidade político-partidária. O objetivo, segundo o posicionamento, é cobrar
providências, defender o direito à educação em condições dignas e acompanhar o
cumprimento das medidas anunciadas.
Em
nota de esclarecimento, a Gerência Regional de Educação do Sertão do
Moxotó-Ipanema (GRE-SMI) informou que equipes técnicas estiveram
presencialmente na escola, reunindo-se com o grêmio estudantil e representantes
de classe para ouvir as demandas.
Sobre
a climatização, a Gerência afirmou que a escola já dispõe dos equipamentos de
ar-condicionado adquiridos e que o processo de adequação da rede elétrica e
instalação segue em andamento, por etapas consideradas necessárias à segurança.
Segundo a GRE, o cronograma está sendo acompanhado prioritariamente, em
alinhamento com a equipe de obras e a empresa responsável.
Em
relação ao abastecimento de água, a Gerência declarou que o problema registrado
naquela semana havia sido solucionado e que o fornecimento estava regularizado.
A
GRE-SMI também reafirmou compromisso com a transparência, o diálogo com a
comunidade escolar e a busca por um ambiente de ensino acolhedor, seguro e
estruturado.
Em
uma nota de contraponto, os estudantes afirmaram reconhecer os esclarecimentos
apresentados pela Gerência, mas defenderam a necessidade de medidas concretas,
prazos e resultados que possam ser acompanhados pela comunidade escolar.
O
grupo declarou que as reivindicações não começaram agora e que, desde o ano
anterior, busca diálogo e providências. Os alunos também destacaram que outras
comunidades escolares enfrentam dificuldades semelhantes e precisam ter suas
demandas ouvidas.
“Não queremos lutar sozinhos. Queremos unir forças,
compartilhar nossas reivindicações e cobrar condições dignas para estudantes e
profissionais da educação”,
afirmam os estudantes, ao convocar grêmios, alunos e comunidades escolares a se
juntarem à mobilização nos dias 4, 5 e 6 de novembro.
O movimento afirma que pretende manter o caráter pacífico e coletivo, com foco no direito dos estudantes e dos profissionais da educação a ambientes adequados.
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