domingo, 11 de outubro de 2026

Campanha de Lula aciona TSE contra Meta por suspeitas de irregularidades eleitorais

Representações questionam alcance de conteúdos políticos, uso de criptomoedas em mobilização eleitoral e vídeos considerados desinformativos; coligação pede remoções, multas e sanções a envolvidos.

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado federal Alfredo Gaspar, o empresário Pablo Marçal e outros envolvidos em publicações nas redes sociais. As representações apontam suspeitas de interferência na distribuição de conteúdo político, abuso de poder econômico e divulgação de materiais que a coligação considera desinformativos.

As ações foram apresentadas pela Coligação Brasil Pronto Pra Mais e envolvem publicações no Facebook, Instagram e TikTok, além de uma iniciativa de distribuição de criptoativos associada ao número eleitoral 22.

Uma das representações tem como alvo a Meta, empresa responsável pelo Facebook e pelo Instagram. Segundo a coligação, conteúdos favoráveis a Lula ou críticos a Flávio Bolsonaro teriam sofrido quedas expressivas de alcance e engajamento, incluindo casos em que a interação teria sido interrompida.

A campanha solicita que a Justiça Eleitoral estabeleça critérios iguais para a distribuição de conteúdos políticos nas plataformas. Na avaliação apresentada à Corte, eventuais restrições injustificadas poderiam comprometer o equilíbrio da disputa eleitoral.

Outra ação questiona o projeto Brasil 22 Token (B22). Conforme a representação, a iniciativa ofereceria 30 mil tokens às primeiras mil pessoas que divulgassem o projeto nas redes sociais.

A coligação também menciona um perfil estrangeiro com 12,9 milhões de seguidores que teria recebido 120 milhões de tokens e publicado um vídeo no qual crianças ugandenses pediriam votos no número 22.

Nesse caso, a campanha pede a suspensão do domínio eletrônico, a interrupção da distribuição dos tokens e a retirada das publicações questionadas. Também solicita a cassação dos registros de candidatura ou dos diplomas de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar, além da declaração de inelegibilidade de ambos e de Pablo Marçal por oito anos.

Os fatos foram encaminhados à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral Eleitoral para apuração de possíveis crimes eleitorais.

A campanha também questiona um vídeo editado por Pablo Marçal que, segundo a representação, retiraria de contexto uma conversa de 2016 entre Lula e Eduardo Paes para atribuir ao presidente uma declaração ofensiva aos evangélicos.

Outras ações contestam vídeos publicados no TikTok e produzidos com inteligência artificial. De acordo com a coligação, os materiais poderiam induzir eleitores de Lula a digitar o número 22 na urna eletrônica, em vez do número correspondente ao candidato apoiado.

A campanha pede a remoção dos vídeos, a identificação dos responsáveis pelas publicações e a aplicação de multas. 

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