Material
com ataques à governadora e candidata à reeleição é investigado como possível
crime de calúnia; campanha também acionou a Polícia Federal e pretende recorrer
ao Ministério Público Eleitoral
A
circulação de cartazes anônimos com ataques à governadora de Pernambuco e
candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), passou a ser oficialmente investigada
pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE). A corporação instaurou um inquérito
para identificar os responsáveis pela produção e distribuição do material
espalhado pelo Recife.
Os
cartazes foram identificados no domingo (30). Após tomar conhecimento da
circulação, Raquel registrou boletins de ocorrência por meio da Delegacia pela
Internet. Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado como calúnia e está
sob coordenação da 1ª Delegacia Seccional de Santo Amaro, no Recife.
Em
nota, a corporação informou que as diligências já foram iniciadas para
identificar a autoria e esclarecer as circunstâncias da produção e circulação
dos cartazes.
Nas redes sociais, Raquel se manifestou sobre o episódio no próprio domingo. Em vídeo, a governadora pediu respeito à sua família, aos filhos e à memória do marido, que morreu em 2021.
O
episódio provocou reação no meio político pernambucano. Aliados e adversários
manifestaram solidariedade à governadora diante do conteúdo dos cartazes e da
utilização de questões familiares no embate eleitoral.
A
vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause, publicou um vídeo
nas redes sociais em apoio a Raquel, destacando a relação entre as duas e
classificando o episódio como uma situação que ultrapassa os limites do debate
político.
Além da ocorrência registrada junto à Polícia Civil, a campanha da governadora informou ter levado o caso à Polícia Federal (PF). Procurada, a corporação não confirmou se houve registro da ocorrência.
A
coligação Pernambuco de Coração também anunciou que pretende acionar o Ministério
Público Eleitoral, buscando a apuração do episódio e a identificação dos
responsáveis.
A
investigação deverá agora avançar sobre a origem dos cartazes, os responsáveis
pela produção e impressão do material, a logística utilizada para sua
distribuição e eventual participação de terceiros.
Enquanto
a Polícia Civil conduz as diligências, o caso acrescenta um novo capítulo à
disputa eleitoral em Pernambuco e coloca novamente no centro do debate os
limites da propaganda política e do confronto entre candidaturas.
Mais do que uma disputa de narrativas, o episódio agora está sob investigação policial — e caberá às autoridades identificar quem produziu, financiou e espalhou o material.
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