terça-feira, 1 de setembro de 2026

Polícia Civil abre investigação sobre cartazes anônimos contra Raquel Lyra no Recife

Material com ataques à governadora e candidata à reeleição é investigado como possível crime de calúnia; campanha também acionou a Polícia Federal e pretende recorrer ao Ministério Público Eleitoral

A circulação de cartazes anônimos com ataques à governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), passou a ser oficialmente investigada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE). A corporação instaurou um inquérito para identificar os responsáveis pela produção e distribuição do material espalhado pelo Recife.

Os cartazes foram identificados no domingo (30). Após tomar conhecimento da circulação, Raquel registrou boletins de ocorrência por meio da Delegacia pela Internet. Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado como calúnia e está sob coordenação da 1ª Delegacia Seccional de Santo Amaro, no Recife.

Em nota, a corporação informou que as diligências já foram iniciadas para identificar a autoria e esclarecer as circunstâncias da produção e circulação dos cartazes.

Nas redes sociais, Raquel se manifestou sobre o episódio no próprio domingo. Em vídeo, a governadora pediu respeito à sua família, aos filhos e à memória do marido, que morreu em 2021.

O episódio provocou reação no meio político pernambucano. Aliados e adversários manifestaram solidariedade à governadora diante do conteúdo dos cartazes e da utilização de questões familiares no embate eleitoral.

A vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause, publicou um vídeo nas redes sociais em apoio a Raquel, destacando a relação entre as duas e classificando o episódio como uma situação que ultrapassa os limites do debate político.

Além da ocorrência registrada junto à Polícia Civil, a campanha da governadora informou ter levado o caso à Polícia Federal (PF). Procurada, a corporação não confirmou se houve registro da ocorrência.

A coligação Pernambuco de Coração também anunciou que pretende acionar o Ministério Público Eleitoral, buscando a apuração do episódio e a identificação dos responsáveis.

A investigação deverá agora avançar sobre a origem dos cartazes, os responsáveis pela produção e impressão do material, a logística utilizada para sua distribuição e eventual participação de terceiros.

Enquanto a Polícia Civil conduz as diligências, o caso acrescenta um novo capítulo à disputa eleitoral em Pernambuco e coloca novamente no centro do debate os limites da propaganda política e do confronto entre candidaturas.

Mais do que uma disputa de narrativas, o episódio agora está sob investigação policial — e caberá às autoridades identificar quem produziu, financiou e espalhou o material. 

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