terça-feira, 29 de setembro de 2026

Fux suspende decisão de Dino e restabelece ordem para retirar publicações sobre Flávio Bolsonaro

              O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta segunda-feira (28) a decisão do ministro Flávio Dino que havia autorizado a retomada de publicações associando o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) à suposta retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil.

Com a medida, Fux restabeleceu, provisoriamente, as determinações do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que as publicações fossem retiradas do ar. Entre os conteúdos atingidos está uma postagem do humorista Antonio Tabet.

A suspensão permanecerá válida até que o plenário do STF examine a controvérsia.

A decisão de Fux ocorre após Flávio Dino, no domingo (27), derrubar a determinação anterior de Mendonça e permitir o restabelecimento das postagens removidas pelo mesmo fundamento.

Ao analisar o caso, Dino argumentou que a publicação de Antonio Tabet não mencionava nominalmente Flávio Bolsonaro e questionou a proporcionalidade da retirada do conteúdo sem uma análise mais aprofundada. O ministro também destacou a necessidade de preservar a liberdade de expressão e a liberdade religiosa.

Ao suspender os efeitos da decisão de Dino, Fux restabeleceu as determinações anteriores da Justiça Eleitoral enquanto o tema aguarda análise colegiada. A controvérsia envolve a competência dos tribunais, os limites da liberdade de expressão e a atuação das plataformas digitais durante o período eleitoral.

O episódio também reacende discussões sobre a atuação do STF em processos relacionados à circulação de informações falsas e aos limites das decisões judiciais sobre conteúdos publicados na internet. O inquérito das fake news, instaurado em 2019 para investigar ataques e ameaças contra integrantes da Corte, tem sido alvo de debates sobre sua abrangência e seus procedimentos.

A decisão de Fux, portanto, tem caráter provisório: o mérito da controvérsia ainda deverá ser examinado pelo colegiado do Supremo, que poderá avaliar os fundamentos jurídicos das decisões anteriores e definir os próximos passos do caso. 

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