quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Coligação de Raquel Lyra aciona TRE-PE contra João Campos e aliados por supostos ataques nas redes sociais

Ação eleitoral pede investigação sobre possível abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação; representação inclui solicitação de quebra de sigilos bancário e fiscal.

A coligação Pernambuco de Coração, da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), ingressou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) contra o candidato ao governo João Campos (PSB), o candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e administradores de perfis nas redes sociais.

A representação aponta suspeitas de atuação coordenada na publicação de conteúdos críticos à governadora e solicita a apuração de possíveis abusos de poder político e econômico, além de uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral.

Entre os perfis mencionados estão “Raquel Bolada”, no Instagram, e “João Campos Platinado”, além de outras contas no Instagram e no TikTok. Segundo a coligação, haveria indícios de conexões técnicas, operacionais, financeiras e administrativas entre os responsáveis pelas páginas e os demais investigados.

Entre as medidas solicitadas ao TRE-PE está a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Eduardo da Silva Souza, apontado como responsável pelos perfis @raquel_bolada e @eduardoninoof, e de Marcelo Augusto Serra Diniz, ligado à conta @marcelodinizpe.

O requerimento também abrange as empresas MD Inteligência Digital Ltda. e U Porto Agência de Publicidade Ltda. A coligação delimita o pedido ao período de 1º de junho a 4 de outubro de 2026, com o objetivo de identificar eventuais movimentações financeiras entre os envolvidos e as entidades mencionadas na ação.

Segundo a argumentação apresentada pela coligação, a análise dos registros financeiros poderá esclarecer a origem e o destino dos recursos eventualmente envolvidos, incluindo valores, datas, destinatários e justificativas declaradas para as operações.

A AIJE busca apurar se houve irregularidades na atuação dos perfis digitais e se existiu alguma relação entre as publicações questionadas e os candidatos citados na representação. 

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