Promovido
pelo Coletivo Cultural de Arcoverde, com incentivo do Funcultura e apoio do Sesc
Arcoverde, que será palco das apresentações, o festival chega à segunda edição
consolidado como espaço de valorização, circulação e renovação do frevo fora da
Região Metropolitana do Recife.
A
seleção deste ano demonstra a abrangência da iniciativa. Foram 80 músicas
inscritas, vindas de diferentes regiões de Pernambuco e distribuídas entre as
três modalidades tradicionais do gênero: Frevo de Rua, Frevo Canção e Frevo de
Bloco.
Entre
os participantes estão nomes reconhecidos da cena musical contemporânea
pernambucana, como Rafael Marques, Isadora Melo e Luciano Magno, reforçando a
diversidade de gerações e estilos reunida pelo projeto.
Após
o processo de seleção, 12 composições chegaram à fase final e irão disputar a
premiação do festival. Além do reconhecimento no concurso, as músicas
finalistas terão um registro permanente: serão reunidas em um álbum digital
oficial do Frevo Sertão.
A
proposta amplia o alcance do festival e permite que as composições ultrapassem
o palco de Arcoverde, contribuindo para a preservação e difusão da produção
contemporânea do frevo.
Nesta
edição, o Festival Frevo Sertão também volta seu olhar para a memória da música
pernambucana. O evento prestará homenagem in memoriam a duas referências: o maestro
Francisquinho Araújo, da tradicional Orquestra Marajoara, de Sertânia, e o bandolinista
recifense Marcos César, reconhecido pela contribuição à execução do bandolim no
frevo e no choro.
A
programação, assim, une tradição e renovação em uma mesma celebração: de um
lado, a memória de artistas que ajudaram a construir a identidade musical
pernambucana; de outro, novas composições que apontam para o futuro do frevo.
Em Arcoverde, o gênero que nasceu como símbolo do Carnaval pernambucano ganha novos caminhos, mostrando que a força do frevo também pulsa no Sertão.
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