domingo, 6 de setembro de 2026

Arcoverde recebe 2ª edição do Festival Frevo Sertão com 12 finalistas

              Arcoverde se prepara para entrar novamente no compasso do frevo. A cidade recebe, no próximo 26 de setembro, a segunda edição do Festival Frevo Sertão, iniciativa que busca fortalecer a presença do gênero no interior de Pernambuco e aproximar novos compositores e intérpretes da tradição musical pernambucana.

Promovido pelo Coletivo Cultural de Arcoverde, com incentivo do Funcultura e apoio do Sesc Arcoverde, que será palco das apresentações, o festival chega à segunda edição consolidado como espaço de valorização, circulação e renovação do frevo fora da Região Metropolitana do Recife.

A seleção deste ano demonstra a abrangência da iniciativa. Foram 80 músicas inscritas, vindas de diferentes regiões de Pernambuco e distribuídas entre as três modalidades tradicionais do gênero: Frevo de Rua, Frevo Canção e Frevo de Bloco.

Entre os participantes estão nomes reconhecidos da cena musical contemporânea pernambucana, como Rafael Marques, Isadora Melo e Luciano Magno, reforçando a diversidade de gerações e estilos reunida pelo projeto.

Após o processo de seleção, 12 composições chegaram à fase final e irão disputar a premiação do festival. Além do reconhecimento no concurso, as músicas finalistas terão um registro permanente: serão reunidas em um álbum digital oficial do Frevo Sertão.

A proposta amplia o alcance do festival e permite que as composições ultrapassem o palco de Arcoverde, contribuindo para a preservação e difusão da produção contemporânea do frevo.

Nesta edição, o Festival Frevo Sertão também volta seu olhar para a memória da música pernambucana. O evento prestará homenagem in memoriam a duas referências: o maestro Francisquinho Araújo, da tradicional Orquestra Marajoara, de Sertânia, e o bandolinista recifense Marcos César, reconhecido pela contribuição à execução do bandolim no frevo e no choro.

A programação, assim, une tradição e renovação em uma mesma celebração: de um lado, a memória de artistas que ajudaram a construir a identidade musical pernambucana; de outro, novas composições que apontam para o futuro do frevo.

Em Arcoverde, o gênero que nasceu como símbolo do Carnaval pernambucano ganha novos caminhos, mostrando que a força do frevo também pulsa no Sertão. 

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