quarta-feira, 15 de julho de 2026

TCU julga retomada da Transnordestina em Pernambuco nesta quarta (15)

                   O Tribunal de Contas da União (TCU) inicia, nesta quarta-feira (15), o julgamento do processo que poderá autorizar a retomada do uso de recursos federais nas obras da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco. A decisão é considerada decisiva para o futuro do empreendimento, que liga o Sertão ao litoral e é apontado como um dos principais projetos de infraestrutura logística do Nordeste.

As obras foram suspensas em maio por decisão cautelar do ministro Jhonatan de Jesus, que identificou a ausência de estudos capazes de comprovar a viabilidade socioeconômica do trecho pernambucano, além de apontar fragilidades na justificativa técnica e na governança do projeto.

Para reverter a suspensão, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) apresentou ao TCU um novo estudo técnico demonstrando a viabilidade econômica da ferrovia. O documento reúne projeções sobre demanda de cargas, impactos econômicos, geração de empregos e benefícios sociais decorrentes da conclusão da obra.

De acordo com o levantamento, a conclusão da Transnordestina em Pernambuco poderá gerar um benefício social estimado em R$ 4,7 bilhões, resultado dos impactos sobre emprego, renda e desenvolvimento regional. O estudo também projeta um incremento de R$ 8,23 bilhões no Valor Adicionado Bruto (VAB) da economia, além da criação de aproximadamente 9,6 mil empregos permanentes, entre postos diretos na operação ferroviária, terminais logísticos e atividades econômicas ligadas ao novo corredor de transporte.

Em território pernambucano, a ferrovia terá 544 quilômetros de extensão, conectando Salgueiro, no Sertão Central, ao Porto de Suape, na Região Metropolitana do Recife. Entre os trechos afetados pela suspensão está o segmento de 73 quilômetros entre Custódia e Arcoverde, que estava em execução quando a decisão cautelar foi publicada.

A expectativa é que uma decisão favorável do TCU permita a liberação dos recursos federais e a retomada imediata das obras, consideradas estratégicas para ampliar a competitividade da economia pernambucana, reduzir custos logísticos e fortalecer o escoamento da produção agrícola, mineral e industrial do interior do Estado.

A Transnordestina é vista como um eixo estruturador do desenvolvimento regional e, após anos de paralisações e entraves, o julgamento desta quarta-feira poderá representar um novo capítulo para um dos mais importantes projetos ferroviários do país. 

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