Presidente
reage à investigação americana que classificou o sistema brasileiro de
pagamentos como prática comercial desleal e garante que o Pix continuará
gratuito
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou nesta sexta-feira (17) a
defesa do Pix, após o governo dos Estados Unidos anunciar a aplicação de uma
tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e incluir o sistema de pagamentos
instantâneos entre os pontos questionados em uma investigação comercial.
Em
publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o Pix continuará sendo um
serviço público, gratuito e acessível à população.
"Ninguém
vai fazer a gente mudar o Pix. É público, é de graça e vai continuar assim.
Nossa soberania não se negocia", destacou o presidente em um card
divulgado por seus canais oficiais.
A
manifestação ocorre um dia após o governo norte-americano confirmar a adoção da
tarifa sobre produtos brasileiros, resultado de uma investigação conduzida pelo
Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção
301 da Lei de Comércio.
No
relatório divulgado pelo USTR, o governo americano argumenta que o Banco
Central do Brasil teria favorecido o Pix em relação a outros meios de
pagamento, classificando a política como uma possível prática desleal no
comércio digital.
Criado
em 2020 pelo Banco Central, o Pix se consolidou como o principal sistema de
pagamentos instantâneos do país, permitindo transferências gratuitas entre
pessoas físicas e reduzindo custos para consumidores e empresas.
A
posição americana foi contestada por integrantes da equipe econômica
brasileira.
Na
quinta-feira (16), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que
considera difícil compreender o questionamento dos Estados Unidos, destacando
que o Pix opera em uma infraestrutura aberta e estimula a concorrência entre
instituições financeiras.
Já
o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, classificou
como um "completo absurdo" considerar o Pix uma prática comercial
desleal.
O
governo brasileiro mantém a posição de que o sistema foi desenvolvido para
ampliar a inclusão financeira, reduzir custos das transações e aumentar a
competitividade do mercado de pagamentos no país.
Enquanto isso, a nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos amplia a tensão comercial entre os dois países e deve intensificar as negociações diplomáticas nas próximas semanas.
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