terça-feira, 2 de junho de 2026

Trump aumenta tarifas contra o Brasil no dia que posta foto ao lado de Flávio Bolsonaro

                A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros ganhou novos contornos políticos nesta terça-feira (2), após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma publicação do presidente norte-americano Donald Trump envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No mesmo dia em que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgou relatório apontando supostas práticas comerciais brasileiras consideradas "irracionais" e restritivas ao comércio americano, Trump publicou em sua rede social, a Truth Social, uma foto ao lado de Flávio Bolsonaro.

Na postagem, o presidente americano escreveu: “Foi muito bom receber Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil”.

A publicação repercutiu no cenário político brasileiro e ocorreu em meio às discussões sobre a possível adoção de novas barreiras comerciais contra produtos nacionais.

Ao comentar a proposta do governo americano, o presidente Lula fez duras críticas à família Bolsonaro e associou a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro ao agravamento das relações diplomáticas entre os dois países.

"Os filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São traidores", afirmou o presidente.

A declaração elevou ainda mais a temperatura do debate político em torno da investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil.

O USTR concluiu que determinados atos, políticas e práticas adotados pelo Brasil estariam impondo restrições e custos considerados excessivos para empresas americanas.

Com base nessa avaliação, o órgão sugeriu a aplicação de uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, embora algumas exceções ainda estejam sendo analisadas.

O processo ainda não foi concluído. O governo americano realizará uma audiência pública no próximo dia 6, ouvindo representantes de setores econômicos e interessados no tema. A decisão final está prevista para o dia 15 deste mês.

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