Brasil está entre os países
mais afetados e decisão ocorre após encontro com os irmãos Bolsonaros.
O governo dos Estados Unidos
anunciou uma nova proposta de sobretaxação sobre produtos importados de 60
países, incluindo o Brasil, ampliando a tensão comercial entre Washington e
importantes parceiros econômicos. A nova ofensiva comercial dos Estados Unidos
contra o Brasil ocorre poucos dias após reuniões realizadas em Washington entre
o presidente americano Donald Trump e os irmãos Flávio Bolsonaro e Eduardo
Bolsonaro e prevê uma tarifa adicional de 12,5% sobre mercadorias brasileiras,
sob a alegação de que o país não possui mecanismos considerados eficazes para
impedir a entrada de produtos produzidos com trabalho forçado.
A iniciativa foi divulgada
pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e
decorre de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio
de 1974, instrumento legal utilizado pelo governo americano para apurar práticas
consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano.
O Brasil integra o grupo de
países que poderá sofrer a maior alíquota adicional proposta, ao lado de
economias como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Arábia Saudita e Reino
Unido. Já países que adotaram restrições parciais ou compromissos formais de fiscalização,
como Canadá, México e União Europeia, foram enquadrados em uma faixa menor de
10%.
A nova proposta surge poucos
dias após outra ação comercial anunciada pelos Estados Unidos envolvendo
produtos brasileiros. O USTR já havia concluído uma investigação separada sobre
práticas comerciais brasileiras, propondo tarifas de até 25% sobre diversos
produtos exportados pelo país.
Até o momento, não está
claro se as novas tarifas de 12,5% relacionadas ao trabalho forçado serão
cumulativas com as taxas anteriormente anunciadas, o que pode elevar
significativamente os custos de exportação para empresas brasileiras que atuam
no mercado americano.
A proposta ainda não entrou
em vigor. O governo americano abriu um período para consulta pública e
realização de audiências antes da decisão final sobre a aplicação das tarifas.
Especialistas acompanham com atenção os possíveis reflexos da medida para setores exportadores brasileiros. Caso seja confirmada, a nova tarifa poderá atingir produtos destinados ao mercado americano e ampliar os desafios enfrentados por empresas brasileiras em um cenário global já marcado por disputas comerciais e aumento do protecionismo internacional.
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