A expectativa é renegociar
aproximadamente R$ 12,4 bilhões em débitos de empresas com dívidas de até R$ 20
mil.
Segundo a procuradora-geral
da Fazenda Nacional (PGFN), Anelize Almeida, o programa busca oferecer uma nova
oportunidade para empreendedores que enfrentam dificuldades para regularizar
sua situação fiscal.
"Percebemos um
aumento crescente de MEIs inscritos em dívida ativa, seja porque nem sabiam que
tinham que pagar ou porque não tinham condições. São dívidas pequenas quando
comparadas ao estoque total da dívida ativa, mas muito importantes para quem precisa
voltar a empreender de forma regular",
afirmou.
A procuradora ressaltou, no
entanto, que os benefícios não serão automáticos nem iguais para todos os
contribuintes. A concessão de descontos e prazos será feita de forma
individualizada, considerando a capacidade de pagamento e a situação financeira
de cada devedor.
"Nem todos terão
145 meses ou 70% de desconto. A análise é individualizada e isso aumenta o
compromisso com o pagamento, reduzindo o risco de inadimplência",
explicou.
Além da renegociação das
dívidas, o governo federal trabalha em outra medida aguardada pelos pequenos
empreendedores: a atualização do limite anual de faturamento do MEI.
Na última sexta-feira (26),
o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou que o governo
estuda elevar o teto dos atuais R$ 81 mil para um valor entre R$ 130 mil e R$
140 mil por ano.
A proposta deverá ser
encaminhada ao Congresso Nacional pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e
busca corrigir a defasagem provocada pela inflação acumulada ao longo de quase
dez anos sem reajuste no limite de enquadramento.
De acordo com o ministro, a
mudança deverá ocorrer de forma gradual entre 2027 e 2028, preservando o
equilíbrio das contas públicas.
Caso as medidas sejam aprovadas, milhões de microempreendedores poderão não apenas regularizar sua situação fiscal, mas também ampliar sua capacidade de faturamento sem precisar migrar para outro regime tributário, fortalecendo um dos segmentos que mais geram emprego e renda no país.
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