A exclusão de produtos como
manga e uva foi recebida com entusiasmo pelo setor de fruticultura, considerado
um dos principais motores da economia do Sertão pernambucano e baiano. Para o
superintendente da Codevasf em Petrolina, Edilazio Wanderley, a decisão
demonstra a importância estratégica da produção brasileira para o abastecimento
do mercado norte-americano.
Segundo ele, os Estados
Unidos dependem da produção brasileira, especialmente durante o segundo
semestre do ano, período em que a oferta interna de frutas como manga e uva não
é suficiente para atender à demanda local.
“O mercado americano
precisa dessas frutas, principalmente durante a janela de produção do segundo
semestre. Isso reforça a competitividade da fruticultura brasileira e a
relevância do Vale do São Francisco no comércio internacional”,
destacou.
O Vale do São Francisco é
responsável por números expressivos no setor. Atualmente, a região responde por
cerca de 90% das exportações brasileiras de manga e por aproximadamente 92% das
exportações nacionais de uva de mesa.
Anualmente, cerca de 50 mil
toneladas de manga produzidas no Brasil são destinadas ao mercado
norte-americano, que permanece como um dos principais compradores da fruta
brasileira.
Apesar da tensão provocada
pelas medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos nos últimos meses, o
setor não registra impactos diretos sobre a produção nem riscos imediatos para
empregos e investimentos na região.
De acordo com Edilazio
Wanderley, a estratégia de diversificação dos mercados internacionais adotada
pelo Brasil desde o início das disputas tarifárias contribuiu para reduzir a
dependência de alguns destinos tradicionais.
Países como Inglaterra e
Canadá passaram a ampliar a compra de frutas brasileiras nos períodos em que
tradicionalmente não eram atendidos pelos exportadores nacionais, abrindo novas
oportunidades para os produtores do Vale.
Além disso, o recente avanço
do acordo entre Mercosul e União Europeia fortalece ainda mais o cenário para a
fruticultura. Na última semana, foram enviados os primeiros contêineres de uva
para países europeus sem incidência de tarifas, ampliando a competitividade do
produto brasileiro.
Outro movimento observado
pelo setor é a ampliação das negociações com mercados asiáticos, considerados
estratégicos para o crescimento das exportações brasileiras nos próximos anos.
A abertura de novos destinos
comerciais reduz riscos, amplia oportunidades para os produtores e fortalece a
posição do Vale do São Francisco como uma das mais importantes regiões
exportadoras de frutas do mundo.
Com a manutenção do acesso ao mercado americano e a ampliação de novos canais de exportação, a expectativa é de continuidade do crescimento da fruticultura regional, atividade que movimenta bilhões de reais por ano e gera milhares de empregos diretos e indiretos no Sertão.
👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:


Nenhum comentário:
Postar um comentário