segunda-feira, 11 de maio de 2026

Procuradoria-Geral da República pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação

               A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira (11), a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. A manifestação integra os desdobramentos das investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado e às ações que levaram à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No parecer assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, o Ministério Público sustenta que Eduardo Bolsonaro teria atuado de forma “continuada” com o objetivo de constranger ministros do Supremo e influenciar o andamento de processos ligados aos atos antidemocráticos. Segundo a PGR, as condutas apontadas configurariam tentativa de interferência indevida no funcionamento do Judiciário.

De acordo com a acusação, o ex-parlamentar teria adotado estratégias reiteradas para pressionar integrantes da Corte, o que, na avaliação do Ministério Público, comprometeria a independência das instituições e o regular curso das investigações.

O pedido de condenação ocorre após a fase de instrução processual e representa uma das etapas finais antes do julgamento definitivo pelo STF. Com a manifestação da PGR, o processo entra agora em fase de alegações finais da defesa.

A defesa de Eduardo Bolsonaro, conduzida pela Defensoria Pública da União (DPU), terá prazo de 15 dias para apresentar sua última manifestação. Nesta etapa, os advogados poderão contestar os argumentos do Ministério Público e reforçar sua tese antes da análise final da Corte.

O caso se insere em um cenário mais amplo de investigações conduzidas pelo STF sobre os episódios que atentaram contra a ordem democrática no país. A atuação de agentes públicos e políticos nesses eventos tem sido alvo de apuração rigorosa por parte das instituições.

A decisão final caberá ao Supremo Tribunal Federal, que deverá avaliar as provas apresentadas e os argumentos das partes antes de proferir sentença.  Créditos: Marcos Corrêa/PR

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