segunda-feira, 11 de maio de 2026

Pesquisa desenvolvida em Petrolina ganha projeção internacional

               Um estudo realizado no Sertão de Pernambuco, com foco na segurança e eficácia do tratamento de crianças internadas em unidades de terapia intensiva, alcançou reconhecimento internacional e será apresentado em um dos mais importantes eventos científicos da área respiratória e de cuidados críticos do mundo: a Conferência da American Thoracic Society, que acontece entre os dias 15 e 20 de maio, em Orlando, nos Estados Unidos.

A pesquisa foi desenvolvida pela fisioterapeuta intensivista Edinely Nelo, mestra e doutoranda pela Universidade de Pernambuco (UPE), e também será publicada na revista científica Australian Critical Care, referência global na área.

O estudo foi conduzido em duas importantes unidades hospitalares da região: o Hospital Unimed Petrolina e o Hospital Dom Malan. A pesquisa avaliou o uso da ultrassonografia do diafragma como ferramenta para prever o sucesso da retirada da ventilação mecânica em recém-nascidos e crianças internadas em UTIs neonatais e pediátricas.

Segundo a pesquisadora, o momento da extubação — retirada do suporte ventilatório — é um dos mais críticos no tratamento intensivo infantil. “Trata-se de uma etapa delicada, especialmente em bebês e crianças pequenas. Quando não há sucesso, pode ser necessário reintubar o paciente, aumentando riscos e possíveis complicações clínicas”, explicou.

A proposta do estudo é justamente oferecer um método mais preciso e seguro para orientar essa decisão médica, utilizando tecnologia não invasiva para avaliar o funcionamento do diafragma — músculo essencial para a respiração.

Os resultados apontam que o uso da ultrassonografia pode contribuir significativamente para reduzir falhas no processo de retirada da ventilação mecânica, promovendo maior segurança aos pacientes e apoiando equipes médicas na tomada de decisão.

O reconhecimento internacional da pesquisa evidencia não apenas a relevância científica do trabalho, mas também destaca a capacidade de produção acadêmica e inovação em saúde fora dos grandes centros do país. A iniciativa reforça o papel do interior pernambucano como polo emergente na geração de conhecimento e soluções na área da saúde. 

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