De
acordo com os documentos, o ministro teria embarcado, em 4 de julho de 2025, em
uma aeronave operada pela Prime Aviation, empresa que tinha entre seus sócios o
banqueiro Daniel Vorcaro. O voo partiu de Brasília com destino a Marília,
cidade natal de Toffoli, poucos minutos após o registro de sua entrada no
terminal executivo do aeroporto da capital federal.
No
mesmo dia, houve o deslocamento de agentes de segurança vinculados ao Tribunal
Regional do Trabalho da 2ª Região para a cidade de Ribeirão Claro, onde está
localizado o resort Tayayá — empreendimento situado a cerca de 150 quilômetros
de Marília. Segundo informações oficiais, a mobilização ocorreu a pedido do STF
para atender uma autoridade, sem detalhamento público adicional.
A
apuração também indica que, ao longo de 2025, foram registrados ao menos dez
acessos do ministro ao terminal executivo de Brasília, utilizado por aeronaves
particulares. O cruzamento com dados de tráfego aéreo sugere que, em seis
dessas ocasiões, voos teriam sido realizados em aeronaves privadas — cinco
delas pertencentes a empresários.
Em
nota, a Prime Aviation informou que não divulga informações sobre passageiros
ou contratantes de voos, citando cláusulas de confidencialidade e a Lei Geral
de Proteção de Dados (LGPD).
Outro
ponto que surge no contexto das investigações envolve a estrutura societária
relacionada ao resort no Paraná. Segundo reportagens, o empreendimento teria
sido adquirido por meio de fundos de investimento conectados a pessoas próximas
ao banqueiro, incluindo o pastor Fabiano Zettel, citado como cotista de um dos
fundos envolvidos.
Até
o momento, nem o ministro Dias Toffoli nem a defesa de Daniel Vorcaro se
manifestaram oficialmente sobre os fatos. O caso levanta questionamentos sobre
a relação entre autoridades públicas e o uso de serviços privados, tema que
frequentemente desperta debate sobre transparência e ética na administração
pública.
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