quarta-feira, 8 de abril de 2026

Nome ligado ao agronegócio entra no radar de pré-campanha de Haddad em São Paulo

             A movimentação política em torno da sucessão estadual em São Paulo começa a ganhar novos contornos com a busca por composições capazes de ampliar o alcance eleitoral das candidaturas. Nos bastidores da pré-campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista, um nome fora do eixo tradicional da esquerda tem chamado atenção: o da pecuarista Teresa Vendramini, conhecida como Teka.

Primeira mulher a presidir a Sociedade Rural Brasileira, Teka passou a ser considerada como possível candidata a vice-governadora após sua recente filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), legenda que integra a base de alianças do PT. A avaliação interna é de que seu perfil pode contribuir para equilibrar a chapa, sobretudo junto a setores mais conservadores e ao eleitorado do interior paulista.

Integrantes da articulação política admitem que a estratégia passa por repetir uma fórmula já utilizada em disputas nacionais: agregar um nome com trânsito fora do campo progressista. “Precisamos achar um Alckmin para Haddad”, afirmou, sob reserva, um membro da equipe envolvida nas discussões.

Com formação em sociologia e forte atuação no agronegócio — atividade mantida por sua família há décadas — Teresa Vendramini também já esteve à frente da Federação das Associações Rurais do Mercosul, ampliando sua influência no setor produtivo.

Apesar da repercussão de seu nome nos bastidores, a própria pecuarista sinalizou que não pretende disputar cargos eletivos neste momento. Em nota divulgada por sua assessoria, afirmou que seu foco está na contribuição técnica. “Seu objetivo é contribuir no campo técnico, priorizando pautas que tragam avanços para o produtor rural, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do campo”, diz o comunicado.

Enquanto isso, dentro do PDT, a cúpula estadual avalia outras possibilidades de participação na chapa majoritária, incluindo o nome do sindicalista Antônio Neto. Uma das alternativas em análise envolve a composição de candidaturas ao Senado, como a da ex-ministra Simone Tebet.

O cenário ainda está em construção e deve sofrer alterações até o período das convenções partidárias, quando as alianças serão oficialmente definidas.

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