segunda-feira, 27 de abril de 2026

Ataque no Sul do Líbano mata brasileiras e reacende tensão internacional

              A escalada de violência no Oriente Médio voltou a produzir vítimas civis e a mobilizar reações diplomáticas internacionais. Duas brasileiras — uma mulher e sua filha de apenas 11 anos — morreram após um ataque aéreo ocorrido no último domingo (26), na cidade de Bint Jbeil, região já marcada por sucessivos confrontos armados.

A confirmação oficial foi divulgada na noite desta segunda-feira (27) pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que acompanha o caso por meio da embaixada brasileira no país. Segundo a nota, o pai da criança, de nacionalidade libanesa, também morreu durante o bombardeio. Um outro filho do casal, que possui cidadania brasileira, foi socorrido e permanece hospitalizado.

De acordo com o governo brasileiro, o ataque ocorreu em um contexto de fragilidade do cessar-fogo anunciado em 16 de abril, que vem sendo descumprido por diferentes forças envolvidas no conflito. A diplomacia brasileira classificou o episódio como mais uma grave violação dos acordos vigentes e ressaltou o impacto humanitário da continuidade dos confrontos.

A Embaixada do Brasil em Beirute mantém contato direto com os familiares das vítimas, prestando assistência consular e acompanhando o estado de saúde do sobrevivente hospitalizado.

Em posicionamento oficial, o Brasil manifestou solidariedade às famílias atingidas e reforçou sua condenação aos ataques realizados durante a vigência do cessar-fogo, mencionando tanto ações atribuídas às forças israelenses quanto ao grupo Hezbollah.

O documento também chama atenção para a destruição de estruturas civis na região sul do Líbano e destaca que os episódios recentes já resultaram na morte de dezenas de civis, incluindo mulheres, crianças e integrantes de missões internacionais.

O governo brasileiro reiterou ainda a necessidade do cumprimento integral das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, especialmente aquelas que estabelecem as condições do cessar-fogo desde 2006, incluindo a retirada de forças militares estrangeiras do território libanês.

A tragédia reacende o alerta global sobre os riscos da intensificação dos conflitos na região e reforça a urgência de soluções diplomáticas para conter a violência e preservar vidas civis. 

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