Intitulado
Levantamento das Políticas Municipais de Enfrentamento à Violência contra a
Mulher, o estudo analisou dados fornecidos pelas próprias prefeituras e
concluiu que a rede de proteção é considerada inexistente ou insuficiente nos
184 municípios do estado, além do distrito de Fernando de Noronha.
Entre
os principais gargalos identificados estão a ausência de protocolos
padronizados para atendimento e encaminhamento das vítimas, bem como a
fragilidade na articulação entre os órgãos responsáveis pela prevenção e
combate à violência. A falta de planejamento também chama atenção: segundo o
TCE-PE, 98% das cidades não possuem políticas estruturadas voltadas às
mulheres.
Outro
dado alarmante diz respeito à ausência de investimento público direcionado. Em
85% dos municípios, não há previsão orçamentária específica para ações de
combate ao feminicídio dentro do Plano Plurianual. Além disso, 43% das cidades
não contam com patrulhamento especializado, como a Patrulha Maria da Penha,
considerada uma ferramenta importante no acompanhamento de vítimas sob medida
protetiva.
Os
números da violência reforçam a gravidade da situação. De acordo com a Secretaria
de Defesa Social de Pernambuco, o estado registrou 88 casos de feminicídio em
2025, representando um aumento de 15,7% em relação ao ano anterior, quando
foram contabilizados 76 casos. O estado ocupa a quinta posição no ranking
nacional, conforme dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Diante desse cenário, especialistas alertam para a urgência de políticas públicas integradas, com foco na prevenção, acolhimento e proteção das vítimas, além do fortalecimento institucional das redes municipais de atendimento.
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