quinta-feira, 12 de março de 2026

Operação da PF e CGU investiga suposto desvio de recursos públicos na Prefeitura de Orobó

            Uma operação conjunta da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal (PF) foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (12) para investigar suspeitas de irregularidades no uso de recursos públicos no município de Orobó, no Agreste de Pernambuco. A ação, batizada de Operação Díade, apura possíveis desvios de verbas federais vinculadas a contratos firmados pela prefeitura entre os anos de 2019 e 2025.

De acordo com os órgãos de controle, as investigações se concentram em contratações relacionadas à execução de obras e serviços de engenharia, além do fornecimento de materiais de construção. Os contratos analisados teriam sido celebrados durante as gestões do então prefeito Kleber Chaparral (2019–2020) e de seu sucessor, o atual gestor Severino Luiz de Abreu (2021–2025).

Segundo a CGU, há indícios de que parte dessas contratações possa ter sido realizada com valores acima do praticado no mercado, configurando possível superfaturamento. A apuração também aponta movimentações financeiras consideradas suspeitas, incluindo transferências destinadas a pessoas envolvidas em processos licitatórios no município.

As suspeitas levantadas pelos investigadores indicam a possível ocorrência de crimes como frustração ao caráter competitivo de licitações, corrupção passiva, peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

No âmbito da operação, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. As diligências ocorreram nas cidades pernambucanas de Aliança, Buenos Aires e Orobó, além de Umbuzeiro, na Paraíba, e Ilhabela, no litoral de São Paulo.

A ação mobilizou 68 policiais federais e cinco auditores da CGU, que atuam na coleta de documentos, equipamentos eletrônicos e outras provas que possam contribuir para o avanço das investigações.

Conforme os dados preliminares divulgados pela CGU, duas empresas investigadas na operação receberam aproximadamente R$ 18,4 milhões em pagamentos decorrentes de contratos firmados com o município. Desse montante, cerca de R$ 6,7 milhões teriam origem em recursos do orçamento da União.

Os órgãos de controle afirmam que as apurações continuam e que o material recolhido durante a operação será analisado para verificar a existência de responsabilidades administrativas e criminais.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por uma série de crimes contra a administração pública, além de possíveis ações para ressarcimento aos cofres públicos. 

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