O
percurso teve início em um hotel da cidade e seguiu até a Praça Winston
Siqueira, no centro urbano, onde os participantes carregaram mensagens que
reforçavam valores como respeito, igualdade e justiça. Durante a caminhada, o
grupo destacou a necessidade de romper o silêncio diante da violência contra a
mulher, considerada uma das mais graves violações de direitos humanos no país.
Ao
final do trajeto, cruzes foram fincadas na praça em homenagem às vítimas de
feminicídio no município — um gesto que chamou atenção para os números
preocupantes registrados em 2025. O momento também serviu como reflexão
coletiva sobre a urgência de políticas públicas eficazes e estratégias de
prevenção que envolvam diferentes setores da sociedade.
A
mobilização tem raízes em uma história marcante. De acordo com representantes
do grupo LW, o movimento surgiu há cerca de 12 anos, após uma colaboradora da
empresa sobreviver a uma tentativa de feminicídio que a deixou tetraplégica. A
vítima faleceu há dois anos, reforçando o compromisso da organização com o
enfrentamento da violência de gênero.
“A iniciativa nasce da necessidade de lembrar que
empresas também têm responsabilidade social. Não podemos nos calar diante do
crescimento da violência doméstica. Essa é uma causa de todos nós”, afirmou a organizadora da ação, Rejane
Maciel.
Além
de denunciar a violência, o ato também abriu espaço para outras pautas
relevantes, como a igualdade salarial, a valorização feminina e o direito das
mulheres de ocuparem espaços com segurança e dignidade. Os participantes
reforçaram ainda a importância do engajamento coletivo — incluindo a
participação dos homens — como fator essencial para ampliar o debate e
incentivar denúncias.
A expectativa dos organizadores é que novas mobilizações sejam realizadas, ampliando o alcance da conscientização e fortalecendo a rede de enfrentamento à violência contra a mulher na região.
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