segunda-feira, 30 de março de 2026

Mobilização em Arcoverde reforça combate à violência contra a mulher e homenageia vítimas de feminicídio

               Em um cenário que exige respostas urgentes da sociedade e do poder público, uma mobilização realizada na última sexta-feira (27) levou às ruas de Arcoverde um forte apelo contra a violência doméstica e o feminicídio. A iniciativa, promovida pelo grupo LW, integrou as ações do Mês Internacional da Mulher e reuniu colaboradores, moradores e apoiadores da causa em um ato marcado por simbolismo e conscientização.

O percurso teve início em um hotel da cidade e seguiu até a Praça Winston Siqueira, no centro urbano, onde os participantes carregaram mensagens que reforçavam valores como respeito, igualdade e justiça. Durante a caminhada, o grupo destacou a necessidade de romper o silêncio diante da violência contra a mulher, considerada uma das mais graves violações de direitos humanos no país.

Ao final do trajeto, cruzes foram fincadas na praça em homenagem às vítimas de feminicídio no município — um gesto que chamou atenção para os números preocupantes registrados em 2025. O momento também serviu como reflexão coletiva sobre a urgência de políticas públicas eficazes e estratégias de prevenção que envolvam diferentes setores da sociedade.

A mobilização tem raízes em uma história marcante. De acordo com representantes do grupo LW, o movimento surgiu há cerca de 12 anos, após uma colaboradora da empresa sobreviver a uma tentativa de feminicídio que a deixou tetraplégica. A vítima faleceu há dois anos, reforçando o compromisso da organização com o enfrentamento da violência de gênero.

“A iniciativa nasce da necessidade de lembrar que empresas também têm responsabilidade social. Não podemos nos calar diante do crescimento da violência doméstica. Essa é uma causa de todos nós”, afirmou a organizadora da ação, Rejane Maciel.

Além de denunciar a violência, o ato também abriu espaço para outras pautas relevantes, como a igualdade salarial, a valorização feminina e o direito das mulheres de ocuparem espaços com segurança e dignidade. Os participantes reforçaram ainda a importância do engajamento coletivo — incluindo a participação dos homens — como fator essencial para ampliar o debate e incentivar denúncias.

A expectativa dos organizadores é que novas mobilizações sejam realizadas, ampliando o alcance da conscientização e fortalecendo a rede de enfrentamento à violência contra a mulher na região. 

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