sexta-feira, 20 de março de 2026

Lula exonera Haddad da Fazenda, e ex-ministro entra de vez na disputa pelo Governo de São Paulo

           Em um movimento estratégico que redesenha o cenário político nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a saída de Fernando Haddad do comando do Ministério da Fazenda, cargo que ocupava desde o início do atual governo. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, abre caminho para que o petista se dedique integralmente à disputa pelo Governo de São Paulo nas eleições de outubro.

Para o lugar de Haddad, foi nomeado o então secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, que assume a missão de dar continuidade à condução da política econômica federal em um momento considerado sensível.

O próprio Haddad confirmou, nesta quinta-feira (19), sua entrada na corrida eleitoral durante evento realizado em São Bernardo do Campo, ao lado de Lula, principal articulador e entusiasta de sua candidatura. A decisão representa uma mudança de postura do ex-ministro, que, até então, afirmava preferir permanecer no governo e atuar na campanha presidencial.

Com a definição, Haddad entra em sua quinta disputa eleitoral em pouco mais de uma década, revivendo o embate com o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que deve buscar a reeleição. O histórico entre os dois remonta às eleições de 2022, quando o petista foi derrotado no segundo turno, apesar de ter obtido desempenho expressivo na capital paulista.

A trajetória política de Haddad é marcada por altos e baixos. Ex-ministro da Educação nos governos Lula e Dilma Rousseff, ele alcançou projeção nacional antes de ser eleito prefeito de São Paulo em 2012 — sua única vitória eleitoral até o momento. Desde então, acumulou derrotas relevantes, como a disputa presidencial de 2018, quando foi superado por Jair Bolsonaro, e a tentativa de reeleição municipal em 2016.

Apesar disso, aliados avaliam que sua atuação em 2022 foi decisiva para fortalecer a base eleitoral de Lula em São Paulo, contribuindo para o resultado nacional. Ainda assim, os desafios permanecem expressivos. Pesquisa recente do instituto Datafolha aponta vantagem de Tarcísio de Freitas em todos os cenários de primeiro turno, enquanto Haddad aparece com índices inferiores e enfrenta alta taxa de rejeição.

A saída do Ministério da Fazenda, portanto, marca não apenas uma mudança administrativa, mas o início de uma nova fase política para Haddad — agora totalmente voltado à construção de uma candidatura competitiva no maior colégio eleitoral do país. 

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