Os
condenados são os ex-parlamentares Orlando Cordeiro de Oliveira, conhecido como
Orlando Veterinário, e Jonas Batista Freitas Costa. A investigação apontou que
ambos teriam utilizado cargos comissionados da Câmara Municipal de Ibirajuba
para beneficiar pessoas que, na
De
acordo com a denúncia, quando presidia a Câmara Municipal, Orlando nomeou José
João Filho para um cargo comissionado. No entanto, o homem trabalhava na
farmácia privada do próprio vereador. Parte significativa do salário pago pela
Câmara seria devolvida ao ex-parlamentar.
Durante
o processo, Orlando admitiu que o funcionário não exercia atividades no
Legislativo e confirmou que recebia de volta parte dos valores pagos pela Casa.
Testemunhas
ouvidas pela Justiça reforçaram a irregularidade. Quatro funcionárias da Câmara
afirmaram nunca ter visto José João trabalhando no local. Segundo elas, o homem
era frequentemente visto atuando na farmácia de Orlando, inclusive em horários
que deveriam corresponder ao expediente da Câmara.
Outro
episódio investigado envolve Elianeide Zubem da Silva, que foi nomeada para a
Câmara Municipal, mas trabalhava como babá na residência do então vereador
Jonas Batista Freitas Costa.
A
acusação sustenta que os valores recebidos pela funcionária também eram
desviados para o parlamentar. Em depoimento, Jonas confirmou que a mulher
prestava serviços em sua casa, mas alegou que ela ficava “à disposição da
Câmara”.
A
versão foi contestada pelas testemunhas do processo. Segundo relatos, Elianeide
só passou a frequentar a Câmara após o início das investigações policiais e,
mesmo assim, sem exercer atividades efetivas.
A
própria investigada declarou à Justiça que trabalhava na casa do ex-vereador
desde 2012 cuidando de seus filhos e que só começou a comparecer à Câmara
depois que a denúncia veio à tona.
O
caso começou a ser apurado em 2018 e envolve fatos ocorridos durante o mandato
iniciado após as eleições de 2016. À época, Jonas havia sido eleito pelo então PTC
— atualmente Agir — enquanto Orlando era filiado ao Partido Socialista
Brasileiro.
Na sentença, o magistrado destacou que o conjunto de provas, depoimentos e confissões confirmou a existência do esquema de desvio de recursos públicos por meio da nomeação de servidores que não desempenhavam funções na Câmara.
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