quarta-feira, 11 de março de 2026

Justiça condena ex-vereadores de Ibirajuba por esquema de funcionários fantasmas e desvio de recursos públicos

             A Justiça de Pernambuco condenou dois ex-vereadores do município de Ibirajuba, no Agreste do estado, por participação em um esquema de desvio de recursos públicos envolvendo nomeação de funcionários fantasmas e prática conhecida como “rachadinha”. A decisão foi proferida pelo juiz João Paulo dos Santos Lima, da Vara Única da Comarca de Altinho, vinculada ao Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Os condenados são os ex-parlamentares Orlando Cordeiro de Oliveira, conhecido como Orlando Veterinário, e Jonas Batista Freitas Costa. A investigação apontou que ambos teriam utilizado cargos comissionados da Câmara Municipal de Ibirajuba para beneficiar pessoas que, na

De acordo com a denúncia, quando presidia a Câmara Municipal, Orlando nomeou José João Filho para um cargo comissionado. No entanto, o homem trabalhava na farmácia privada do próprio vereador. Parte significativa do salário pago pela Câmara seria devolvida ao ex-parlamentar.

Durante o processo, Orlando admitiu que o funcionário não exercia atividades no Legislativo e confirmou que recebia de volta parte dos valores pagos pela Casa.

Testemunhas ouvidas pela Justiça reforçaram a irregularidade. Quatro funcionárias da Câmara afirmaram nunca ter visto José João trabalhando no local. Segundo elas, o homem era frequentemente visto atuando na farmácia de Orlando, inclusive em horários que deveriam corresponder ao expediente da Câmara.

Outro episódio investigado envolve Elianeide Zubem da Silva, que foi nomeada para a Câmara Municipal, mas trabalhava como babá na residência do então vereador Jonas Batista Freitas Costa.

A acusação sustenta que os valores recebidos pela funcionária também eram desviados para o parlamentar. Em depoimento, Jonas confirmou que a mulher prestava serviços em sua casa, mas alegou que ela ficava “à disposição da Câmara”.

A versão foi contestada pelas testemunhas do processo. Segundo relatos, Elianeide só passou a frequentar a Câmara após o início das investigações policiais e, mesmo assim, sem exercer atividades efetivas.

A própria investigada declarou à Justiça que trabalhava na casa do ex-vereador desde 2012 cuidando de seus filhos e que só começou a comparecer à Câmara depois que a denúncia veio à tona.

O caso começou a ser apurado em 2018 e envolve fatos ocorridos durante o mandato iniciado após as eleições de 2016. À época, Jonas havia sido eleito pelo então PTC — atualmente Agir — enquanto Orlando era filiado ao Partido Socialista Brasileiro.

Na sentença, o magistrado destacou que o conjunto de provas, depoimentos e confissões confirmou a existência do esquema de desvio de recursos públicos por meio da nomeação de servidores que não desempenhavam funções na Câmara. 

👉 Acompanhe mais notícias e curta nossas redes sociais:

📸 Instagram   👍 Facebook

Nenhum comentário:

Postar um comentário